quinta-feira, 21 de maio de 2015


A Semana de Oração pela Unidade Cristã segue seu curso como um rio caudaloso à procura do encontro de outras águas e assim, parafraseando o poeta Fernando Pessoa, “passa por outras margens, diversas mais além, naquelas várias viagens que todo o rio. Hoje, 20/05/2015, o dia de oração foi com as irmãs e os irmãos da Igreja Sal da Terra (Presbiteriana Renovada). É bastante significativo escutar as vozes, os ecos proferidos pelas próprias pessoas que vivenciaram e vivenciam o momento. Segue: “É um período de distribuir a nossa água sem medo dela se esgotar, sem medo dela se acabar, porque quanto mais distribuímos mais ficamos perto da fonte, que é Jesus. E Cristo olhou o valor da vida humana e não de qual religião a pessoa era”. “Podemos ser um rio ou uma represa. Cristo pede que sejamos como um rio que flui, que sara, cura as pessoas e a sociedade por onde ele passa”. “Essa semana é um chamado a nos reconhecermos pessoas  incompletas que estamos juntas na busca do que é água viva para nós, do que verdadeiramente nos faz encontrar a Vida”. “É um tempo para a gente refletir e se unir para o bem comum e para construir um mundo mais tranquilo e mais feliz, independentemente do credo, cor, raça, orientação sexual e etnia”. “Esse dia nos faz refletir: Do que sentimos necessidade”? Nos faz refletir também sobre o verdadeiro testemunho, pois a mulher convocou, conduziu toda a comunidade a beber da água que ela bebeu; não ficou com a alegria do encontro somente pra ela”.






















segunda-feira, 11 de maio de 2015

Programação Semana de Oração pela Unidade Cristã




Programação Semana de Oração pela Unidade Cristã – 17 a 24 de maio de 2015 – Dá-nos um pouco da tua água! (Jo 4,7).
17/05/2015: Local: Paróquia São Felipe – Igreja Episcopal Anglicana do Brasil – Horário: 10h30.  Endereço:  Rua Afonso Pena, Esquina Carlos Gomes, Quadra 11, lote 22, Parque Anhanguera I – Goiânia.
18/05/2015: Local: Casa das Irmãzinhas de Jesus. Horário: 19 horas. Endereço: Rua 2, Quadra 2, Lote 16, Setor Estrela Dalva – Goiânia. Fone: 3581-3711 ou 99399930 (Vivo).  
20/05/2015: Local: Igreja Sal da Terra (Presbiteriana Renovada). Horário: 19 horas. Endereço: Avenida dos Bosques, S/N. Setor Bairro Floresta – Goiânia
21/05/2015: Local: Comunidade São Gabriel. Horário: 19h30. Endereço: Rua RB 13, C/Rua 8. S/N. Setor: Recanto do Bosque – Goiânia.
23/05/2015: Local: Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia – Paróquia São Jorge. Horário: 17 horas. Endereço: Rua Mônaco – Qd 83, - LT 12 – Residencial Village Garavelo II, Aparecida de Goiânia.
24/05/2015: Local: Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB). Horário: 9h30. Endereço: Avenida Alameda Botafogo , 222 – Setor Central – Goiânia. 


terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Grupo de Vivência Ecumênica de Goiânia primeiro encontro de 2015.

O que nos encoraja a vivermos as quaresmas? As nossas quaresmas? Provocação feita pela Pastora Patrícia Bauer, em ocasião do encontro do Grupo de Vivência Ecumênica de Goiânia, no dia 23 de fevereiro de 2015.
A partir daí, o grupo refletiu sobre tradições que são repetidas no decorrer da história e se tornam costumes que determinam comportamentos sociais e religiosos que muitas vezes nos afastam das pessoas e do sentido originário daquela tradição; partilhou sobre memórias pascais da infância: preparativos familiares, atitudes, jejum, penitência, orações, espera ansiosa pelo “sábado da aleluia”, dia da alegria em que até os pássaros voltavam a cantar.
O grupo conversou também sobre o jejum, a partir de ponderações feitas pelo Pastor Carlos Dreher e, à luz da profecia de Isaías, capítulo 58: “o jejum que escolhi foi romper as amarras da injustiça, desfazer as correntes da canga, pôr em liberdade os oprimidos...”
 Surgiu também a pergunta: “o que fortalecia Jesus nos momentos de deserto?” Por certo, a certeza de que ele não estava só; a sensação de ser uma pessoa querida e amada pelo Deus   ternura, compaixão e misericórdia, o qual era revelado na forma que Jesus escutava e acolhia as pessoas, principalmente as consideradas impuras pelas leis oficiais da época.
Após essas reflexões, pensou-se uma agenda de atividades até junho/2015, a partir de avaliação e planejamento feitos no final de 2014. Segue a proposta conjunta:
Março: Memória bíblica da páscoa (e ceia judaica)
Abril: Realidade das nossas águas
Maio: Semana de Oração pela Unidade Cristã, que terá como tema: “Dá-me um pouco da tua água!”, a partir de Jo, 4.
Junho: Ir ao encontro e celebrar com uma comunidade que não conhece o Grupo de Vivência Ecumênica.
Em seguida, o Carlos coordenou um momento de oração: “Deus da misericórdia, aumenta em nós a esperança de que a vida teima em brotar, apesar das propagações midiáticas da legalização e dos projetos de morte. Nós te damos graças, ó Deus, pelo encontro e pela vida do Pe. Sérgio, da Pastora Patrícia e da Reverenda Tatiana. Agradecemos também, as lutas  populares por vida digna, direitos,  terra, trabalho e moradia, entre estas, a resistência das famílias do Acampamento Dom Tomás Balduíno, em Corumbá de Goiás. Amém!” E aqui, uma continuidade: “que aquele povo acampado, ao passar pelo deserto, conquiste a terra que Tu mesmo prometeste aos nossos pais e mães. Amém!”.
O encontro foi finalizado com um delicioso bolo gelado que a Ana Maria trouxe, para as comemorações da vida da aniversariante do mês de fevereiro (Pastora Patrícia) e do dia 01 de março (Reverenda Tatiana).
Registra-se a alegria do grupo pela presença do Aluísio, da comunidade Metodista. Bem-vindo!
Éramos 8 pessoas: 5 mulheres e 3 homens. Denominações cristãs presentes: Anglicana, Luterana, Metodista e Católica Romana. Izabel e Iracides (da comunidade Batista) justificaram ausência.

Múria, Goiânia, 24 de fevereiro de 2015. 




terça-feira, 25 de novembro de 2014

Ação de Graças pelo ano de 2014


“Dádivas que a gente traz, no altar da paz do nosso Deus” (Zé Vicente)

Novamente o Grupo de Vivência Ecumênica de Goiânia se reuniu. Dessa vez, para fazer memória da caminhada percorrida durante o ano de 2014 e celebrar em ação de graças as maravilhas que o Deus ternura, Deus pai e mãe realizou e realiza em nossa história.
Entre as memórias, o encantamento pela forma carinhosa que o grupo foi recebido pelo Pastor Davi e a Sandra, esposa dele, em ocasião da Semana de Oração pela Unidade Cristã, no mês de junho. Ele e ela congregam na Igreja Sal da Terra.
Dentre os agradecimentos o sentimento de cuidado que o grupo demonstrou para com as pessoas que tiveram problemas de saúde no decorrer do ano de 2014, seja por meio das orações, seja pela companhia ou palavra amiga nas horas de necessidade.
À luz do texto bíblico da comunidade de Lucas (17, 11-19), refletimos que ainda hoje existem vários gritos por misericórdia. E que a exemplo de Jesus devemos ver essas pessoas, que na condição de excluídas pedem dignidade, independentemente da sua tradição religiosa.
Jesus era Judeu e no caminho escutou o grito dos leprosos, pessoas consideradas impuras pelas leis religiosas do mundo judaico. Entre os leprosos, tinha um Samaritano (“de fato Judeus e Samaritanos não se davam bem”) e, foi o Samaritano que ao se perceber curado no caminho, voltou para agradecer Jesus. Não era um agradecimento formal, “simplesmente para cumprir tabela”, pois ele voltou louvando a Deus, dando graças. Era um sentimento de gratidão verdadeiro pela forma que foi acolhido por Jesus e consequentemente incluído na sociedade em que vivia.
Essa narrativa bíblica também nos fez perceber enquanto pessoas do Grupo de Vivência Ecumênica. Muitas vezes, a gente se pergunta pela “utilidade” desse grupo. E, ao fazermos isso parecemos os 9 (nove) leprosos que não voltaram para agradecer as transformações, as curas, as libertações ocorridas no decorrer do caminho, nos processos da nossa caminhada.
Encerramos o encontro com um pedido especial para o Padre Sérgio que será submetido a uma cirurgia de angioplastia.
Éramos 9 pessoas (6 mulheres e 3 homens). Denominações religiosas presentes: Batista, Luterana (IECLB), Unificação das Famílias para a Paz Mundial e Católica Apostólica Romana.

Múria, Goiânia, 24 de novembro de 2014.



quarta-feira, 29 de outubro de 2014

A presença das mulheres na Reforma


 “Derramarei meu Espírito sobre todos os viventes, e os filhos e filhas de vocês se tornarão profetas” (Jl 2, 28 ou 3, 1).
Que mulheres lutaram por justiça e equidade de gênero? Que outras histórias de mulheres podemos contar? O que nos ensinam as mulheres da Reforma Protestante? O que fizeram?
Questões que orientaram o Grupo de Vivência Ecumênica de Goiânia, o qual se reuniu no dia 27/10/2014 e refletiu sobre As Mulheres na Reforma Protestante, com a colaboração da Pastora Patrícia Bauer, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB). A Patrícia destaca que mulheres e homens exerceram papéis importantes no contexto da Reforma Protestante, porém é um movimento mais conhecido pelos homens que o liderou (Martinho Lutero, João Calvino, João Knox, Ulrico Zwinglio, Felipe Melanchton e outros). Fala-se pouco da participação das mulheres nesse acontecimento. Catarina Von Bora, Catarina Schutz Zell, Claudine Levet, Marie Dentèrem, Argula Von Stauff e Rachel Specht são nomes esquecidos ou desconhecidos para a maioria. Aliás, tal como as mulheres na bíblia, as mulheres reformistas sempre estiveram em segundo plano. Importante dizer que apesar de algumas mulheres reformistas terem sido esposas dos reformadores, elas foram muito além da função de ser esposa e mãe, ideal feminino da época. Eram mulheres de conhecimento bíblico profundo, teólogas, administradoras, conhecedoras dos segredos da medicina caseira, poetisas, questionadoras, pregadoras, escritoras e tiveram que se defender dos próprios reformadores homens, uma vez que lutavam pela igualdade entre homens e mulheres. Entre as várias ações partilhadas sobre o que essas mulheres fizeram, destacamos duas: Catarina Schutz Zell, de Estrasburgo, era uma mulher culta, leitora de Lutero; casou-se com um sacerdote vítima da excomunhão. Para defender o esposo, escreveu ao bispo cartas de protesto em defesa do casamento clerical, nas quais se expressava mais ou menos assim: “Você me diz que o apóstolo Paulo falou que as mulheres devem ficar  caladas na Igreja. Eu também quero lembrar-lhe as palavras do mesmo apóstolo, de que em Cristo não há mais macho nem fêmea”. Lembro-lhe também a profecia de Joel: “Derramarei meu Espírito sobre todos os viventes, e os filhos e filhas de vocês se tornarão profetas”. E concluiu: “Não pretendo ser João Batista repreendendo os fariseus. Não alego ser Natan censurando Davi. Só aspiro ser a besta de Balaão castigando o seu senhor”. Raquel Specht, inglesa, calvinista, recorreu à parábola dos talentos para defender o direito das mulheres, no ano de 1621. Ela argumentava: “Se Deus concedeu corpo, alma e espírito às mulheres, por que Ele daria todos esses talentos senão para serem usados?”. E concluiu: “Não usá-los seria uma irresponsabilidade”. Para finalizar, a Patrícia lembrou-nos que apesar de toda a caminhada e participação das mulheres nesse movimento, as igrejas da reforma demoraram algum tempo para ordenar as mulheres e, ainda hoje, essa não é prática de todas as denominações protestantes.
Éramos sete (7) pessoas no encontro - seis mulheres e um homem. Denominações religiosas presentes: Comunidade Batista, Luterana e Católica Romana.

Múria, 28 de outubro de 2014.



terça-feira, 26 de agosto de 2014

Relatório do Grupo de Vivência Ecumênica de Goiânia - 25 de agosto de 2014


Local: Centro Cultural Caravídeo
Facilitadora: Maria Giacomel
Total de participantes: 8 pessoas (6 mulheres e 2 homens).
Confissões religiosas presentes: Batista, Unificação das Famílias para a Paz Mundial e Católica Apostólica Romana.
Tema refletido pelo grupo: A missão de Jesus.
Carlos começa fazendo memória do encontro anterior (Avaliação da Semana de Oração pela Unidade Cristã). Ocasião em que nos lembramos da nossa celebração com a comunidade Sal da Terra, local em que vivenciamos um ecumenismo na prática, por meio das ações em defesa da vida (trabalho com a juventude, com os presidiários e etc).
No que diz respeito ao tema (A Missão de Jesus), a Maria Giacomel começa dizendo que não é possível falar sobre a missão de Jesus, sem falar da nossa missão, da missão das comunidades. E pergunta: O que é missão no mundo de hoje?
Reação do grupo: Missão é relacionar-se com outras pessoas. A partir daí vem a tolerância, a aceitação, a relação íntima com Deus, a oração.
Nós que precisamos da missão, porque ela dá sentido à nossa vida. A missão é amor. Ela começa no dia a dia.
Missão é um tema amplo. Tem a ver com determinados talentos, dons que as pessoas possuem e partilham umas com as outras (no trabalho, em casa, na rua).
A missão está nas relações diárias, cotidianas. Missão é testemunhar que a vida simples é bela, é cheia de sentido e significado.
Em seguida, a Maria conduziu o grupo a refletir sobre a missão de Jesus, por meio do texto bíblico de Lucas 4, 18-19 (O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me ungiu para anunciar a Boa Nova aos pobres...”).
Reflexões do grupo:
Jesus é movido pelo Espírito. E, ele não é neutro. Não tem uma missão abstrata, nas nuvens. Trata-se de estar com gente de carne e osso: pobres, cegos, presos, oprimidos. A missão de Jesus se dá pelo contato direto com as pessoas mais necessitadas, com as pessoas que necessitam de alívio e libertação. Aqui, o grupo pondera que a missão de Jesus nos  faz pensar sobre as realidades de exclusão na nossa sociedade atual, as realidades que excluem e marginalizam: exclusão das mulheres nas instâncias de poder das igrejas, exclusão dos homossexuais, das pessoas negras... E mais: reflete que palácio e poderosos não combinam com o projeto de Jesus porque neles as relações baseiam-se em dominação e centralização. O chamado de Jesus é para todas as pessoas. Entretanto, ele exige compromisso e mudança nas relações de poder (história de Zaqueu).
Lemos um texto do teólogo católico José Antônio Pagola (retirado do livro Jesus, Aproximação Histórica), para aprofundarmos um pouco mais os nossos olhares sobre a Missão de Jesus. Entre as partilhas do texto, destaca-se: “O reino de Deus só pode ser anunciado a partir do contato direto e estreito com as pessoas mais necessitadas de alívio e libertação”.
Depois, a partir da narrativa bíblica da Comunidade de Marcos (1, 16-45), refletimos sobre o que faz parte da missão. Aqui, frisa-se: “Faz parte da missão, não se fechar no resultado já alcançado”. Vão a outros lugares! “Faz parte da missão, acolher as pessoas marginalizadas e reintegrá-las na convivência humana”. “Faz parte da missão, congregar pessoas junto a Jesus (e não nesta ou naquela igreja) e criar comunidades”.
Finalizamos  a noite com a  leitura do texto Missão é um Caso de Amor:
“O amor faz da vida uma missão. Não existe amor fechado, trancado; seria uma contradição. Faz parte da natureza do amor sair de si. Relacionar-se, transformar a vida em missão. A missão brota do amor e, como o amor, a missão é também uma necessidade existencial, não é luxo; faz parte do sentido da vida. Não se vive sem missão. Quanto mais autêntica e corajosa é a missão que abraçamos, mais pessoa nos tornamos”.
Oração final.
Múria,  25 de agosto de 2014.





quinta-feira, 5 de junho de 2014

Dia de Oração pela Unidade Cristã - 04/06/2014 - Igreja Sal da Terra - Bairro Floresta - Grupo de Vivência Ecumênica/CEBI


“Hoje estamos quebrando uma barreira. É isso que Jesus quer, porque isso aqui é um gesto de amor e só gestos de amor nos colocam verdadeiramente unidos a Cristo. Cristo não tem somente braços, ou somente pernas. Todos nós somos o corpo de Cristo”. Palavras da Sandra, esposa do Pastor Carlos, da Igreja Sal da Terra, situada no Bairro Floresta, em Goiânia, no contexto da Semana de Oração pela Unidade Cristã, ano 2014. O Pastor Carlos complementa: “Que não fiquemos somente nesse dia; que a gente se una mais vezes para desenvolver ações comuns em defesa da nossa juventude. É muito bom ver crianças aqui; crianças e jovens escutando que em vez de dividir precisamos unir, pois Cristo não está dividido”. O grupo, composto por pessoas das comunidades Sal da Terra, Luterana e Católica Romana, foi motivado a construir um mosaico, a partir da seguinte provocação/reflexão: “Quais são os sinais de pertencer a Cristo?”. Percebemos que entre os sinais partilhados, em momento algum saiu participar desta ou daquela igreja, mas fortalecer a esperança, amar uns aos outros e umas às outras, viver gestos de partilha, amizade e solidariedade, engajar-se nas lutas populares em defesa da vida e sermos testemunhas da Boa Notícia do Reino. O culto de encerramento da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, coordenado pelo Grupo de Vivência Ecumênica de Goiânia, será na Comunidade Luterana (IECLB), dia 08 de junho de 2014, às 9h30. 
Múria, 04 de junho de 2014.