quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Encontro do Grupo de Vivência Ecumênica de Goiânia 2013
Grupo de Vivência Ecumênica – Goiânia – Setor Sul – Centro Cultural Caravideo - 25/11/2013

Denominações religiosas presentes: Batista, Anglicana, Luterana, Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, Unificação das Famílias para a Paz Mundial e Católica Apostólica Romana. Quantidade de pessoas: 14 (7 homens e 7 mulheres).
Começamos com o refrão contemplativo: Ó luz do Senhor que vem sobre a Terra, inunda o meu ser, permaneça em nós. Em seguida, veio a acolhida/motivação feita pelo Carlos, o qual destacou que esse encontro seria para celebrarmos a nossa amizade, o que nos une e reúne, a nossa caminhada de 2013, o desejo de fazer e ser comunhão com pessoas que não são iguais a nós. O encontro foi motivado/iluminado pelo texto bíblico da Encarnação. Refletimos sobre o significado da Encarnação na nossa caminhada. Em que esse texto nos toca?
- Um dos textos mais belos. As sociedades, as culturas dão valores diferenciados às mulheres, mas para Deus a mulher é especial.
Fala-nos da bondade misericordiosa de Deus.
- A visita de Deus: Capacidade de mudar o rumo da vida; as nossas igrejas deveriam aprender isso com Maria.
- O que me encanta na Encarnação é o Deus que se embrenha na nossa condição de humanidade. Parece que tem gente que nem é humano. Esse texto nos pede para mantermos a nossa humanidade segundo o projeto de Deus. Não querer virar anjo iluminado, por exemplo, pois Deus quis ser gente.
- O que me toca nesse texto é a presença da Isabel, mulher velha, estéril que se torna mãe de João Batista.
Precisamos pensar nos velhos e nas velhas da nossa sociedade. Que espaços elas e eles ocupam?
- O modo diferenciado que Deus escolhe para nos dizer que está do lado dos pobres, dos injustiçados.
Encerrada a partilha, eu (Múria) contei a história Romeu e Julieta, da Ruth Rocha, a qual foi precedida da seguinte motivação: O que essa história tem a ver com ecumenismo? Tem a ver com o nosso grupo?
- “A diversidade nos faz mais humanos, mais felizes. Só faz sentido se cada uma e cada um realçar o seu tom; se isso não acontecer, a gente fica desbotada/o”.
- “Para ser verdadeiramente fiel à própria igreja é preciso ser ecumênico”.
- “Os dois (Romeu e Julieta) saíram do esquema. E, por causa deles os pais saíram do esquema também. Saindo do esquema as mudanças aconteceram para acabar com a divisão”.
- “O sentido que podemos construir juntos pela e na sociedade, cada um e cada uma na sua denominação
religiosa”.
- “Toda essa revoada conjunta se deu porque indivíduos estabeleceram relações de amizade, relacionaram-se; eles não agiram por causa de nenhuma ordem superior vinda de alguma autoridade daquele reino onde as coisas eram separadas pela cor. A nossa grande dificuldade é nos relacionarmos como indivíduos, pois ainda trazemos resquícios das nossas Instituições. Temos que aprender a borboletear juntos. Relacionando-nos como pessoas, muitos verão o amor que há entre nós”.
Concluídas as partilhas brincamos de amigo secreto e saboreamos deliciosas comidas trazidas pelas pessoas do grupo e colocadas na mesa da partilha.

Múria, Goiânia, 26 de novembro de 2013.


quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Reflexão sobre a reforma


Na última reunião do Grupo de Vivência ecumênica de Goiânia se refletiu sobre a reforma de 1517. Com a assessoria de Dom Orvandil Barbosa se refletiu sobre o que levou a reforma e quais suas consequências. O encontro foi avaliado como muito bom.

domingo, 10 de abril de 2011

Culto Ecumênico


Na próxima quinta, dia 14 de abril, estaremos reunidos para orar pelas vítimas da tragédia do Rio de Janeiro. Convidamos você a participar do Culto Ecumênico que acontecerá no Centro Cultural CARAVIDEO, a partir das 20 hs. O momento será de oração e de reflexão. Oração pelas vítimas e seus familiares e a reflexão sobre as causas e conseqüências daquele fato. CONVIDE SEUS AMIGOS E VENHA PARTICIPAR.

Semana de Oração Pela Unidade dos Cristãos 2011


Celebrada anualmente por cristãos em todo o mundo, a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos será comemorada, no hemisfério sul, entre os dias 5 e 12 de junho.
O enfoque da Semana de Oração 2011 será, além de promover a unidade entre irmãos de fé, mostrar que a fé cristã possui centros comuns como, por exemplo, os Apóstolos, que foram responsáveis por compilar os ensinamentos de Jesus Cristo.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Encontro Março

Prezados amigos, ainda lembramos com satisfação o êxito de nosso último encontro do qual se pode ver claramente que este trabalho de vivência ecumênica não é simples, mas a sua realização e o seu sucesso depende de cada um de nós, da nossa constante e preciosa presença. No próximo encontro, que será no dia 28 de Março às 19 horas no Centro Cultural da Caravideo-Rua 83 n.361 Setor Sul Fone 3218 6895- teremos uma reflexão ecológica sobre a harmonia da natureza (através de um video) que convida nós, seres humanos, a viver também em harmonia, sobretudo na campo religioso e teremos a importante tarefa de planejar com a ajuda de todos a SEMANA DA UNIDADE. Podemos convidar outras pessoas e, sobretudo, trazer força e sugestões para a nossa caminhada.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Saudações da REJU

Salve Sergio e Carlos!
Liberdade e Paz!

Nós da REJU, alegramo-nos com as boas notícias que vem do Grupo de Vivência Ecumênica. É o vento do Espírito que sopra onde quer...
Oramos pelo irmão Elias, para que retorne o mais breve para a suas lutas e vivências ecumênicas.
Abraço,
Daniel Evangelista - REJU

quarta-feira, 9 de março de 2011

Comentário - 3

Caros Padres Carlos e Sérgio

Diria a vocês que o encontro do “Grupo Vivência Ecumênica” nesta segunda-feira, noite de 28 de fevereiro de 2011, no "Centro Cultural Cara Vídeo", aqui em Goiânia, foi emocionante. Se todos sentiram o que senti então a experiência foi profundamente comovente. Irmãos/ãs de várias organizações religiosas participaram intensamente do encontro: assembleianos, batistas, luteranos, videiros, anglicanos, católicos romanos, ortodoxos, espíritas e muitos outros. Quando cheguei as pessoas se apresentavam contando suas experiências de fé e suas expectativas ecumênicas. Fui calorosamente recebido por vocês dois e por muitos que conheço desde 2008. Certamente todos se sentiram muito bem acolhidos mais do que em suas próprias casas. Sentirmo-nos bem é marca fundamental para a participação que gera crescimento no relacionamento com os diferentes.

A palestra da Teóloga-biblista Mercedes sobre a “A dimensão mística do diálogo inter-religioso, acompanhando a situação atual dos países árabes” foi, além de oportuna, muito boa e profunda. Ela tratou do diálogo despojado entre as diferentes religiões. No cochicho que fizemos sentimos as dificuldades e as potencialidades para o diálogo com as diferentes religiões. O desafio da Teóloga foi no sentido de enfrentarmos na prática a questão do relacionamento entre as diferenças, buscando os pontos que nos unem. Embora esse desafio seja grande, até mesmo nas comunhões pessoais, devemos construir relações respeitosas e enriquecedoras. Nosso mundo é desfigurado pela violência e pela intolerância e uma das razões das fraturas é a incpacidade de vivenciarmos a compaixão com o diferente.

No encerramento, Pe. Carlos, foste brilhante na exemplificação com tua experiência familiar. Quando estudavas no seminário, contaste, viste, numa volta para casa, o teu pai muito triste e lhe perguntaste da razão da tristeza estampada em seu rosto. Ele te falou que teus irmãos brigaram e não se falavam mais. Que romperam a unidade. Contaste que naquele natal propuseste que “lavassem a roupa suja” e assim o fizeram. Houve choro, mas os dois se abraçaram em sinal de perdão e de retomada da comunhão familiar. Olhaste para o rosto de teu pai e o viste sorrindo. Perguntaste por que ele sorria, ao que respondeu: “como não sorrir, filho, quando meus filhos e teus irmãos voltam a se relacionar e a se amar? Concluíste dizendo que nessa noite Deus sorri, que Deus está feliz com nossa união e nos desafiaste a nos abraçarmos como irmãos/ãs, embora com experiências religiosas diferentes.

Pois bem, hoje os árabes lutam para derrubar experiências dolorosas com ditaduras sanguinárias e empobrecedoras de seus povos. Mas é preciso cuidado com os boatos sobre a Líbia e seu líder Moabar Kadaffi. As notícias do PIG (Partido da Imprensa Golpista) no Brasil repercutem e reproduzem cinicamente o que impõe o imperialismo americano. Há uma onda avassaladora de mentiras e calúnias contra aquele líder do povo libiano. O Estados Unidos confundem a opinião pública misturando Egito e Líbia, como se fosse o mesmo problema. Não é. O ex-presidente egípcio era apoiado pela política de rapina americana contra os povos árabes. Kadaffi não governa sob os interesses e submissão americanos. Governa para seu povo, buscando desenvolvimento com alto índice de atendimento da saúde pública, educação e de emprego. Há problemas internos na Líbia, é verdade, mas que devem ser resolvidos por seu povo, sem a intervenção bárbara e criminosa dos Estados Unidos, como clama a nossa ajoelhada e traidora mídia brasileira e mundial.

Os árabes sabem muito bem o que os Estados Unidos fizeram intervindo no Afeganistão e no Iraque. Destruíram o que o governo e o povo iraquianos conquistaram em desenvolvimento e justiça social sob o pretexto de levar a democracia para aquele povo. A “democracia” americana quando inervem nas outras nações sempre foi e é o roubo de petróleo e de riquezas. As pessoas bem informadas sabem que os USA estão em decadência há alguns anos. Suas refinarias petrolíferas fecham à razão de mais de 12 por ano. Então eles promovem guerras violentas nos países ricos em petróleos com o objetivo de surrupiar os bens, empobrecendo seus povos. Obama, infelizmente, amarrado pela direita golpista que o derrotou no Congresso de lá, é grande decepção e leva intacta a política terrorista americana dos governos Buch. Infelizmente seu objetivo é invadir a Líbia, matar muitos do povo e assaltar seu petróleo. Não nos enganemos.

Por isso, Pes. Carlos e Sérgio, o encontro de segunda-feira, com o conteúdo trabalhado, é um enorme sinal para que aceitemos o desafio da unidade em torno de mais libertação e desenvolvimento cultural, social e econômico para nossos povos, sem a tutela venenosa e diabólica do imperialismo, baseando-nos em análises e informações justas e corretas.

Creio que no Brasil enfrentamos enorme desafio na construção de nossa soberania e de nossa democracia nas suas múltiplas manifestações. A Presidenta Dilma erra no momento em que sobe os juros e corta 50 bilhões de reais do orçamento nacional para pagar os bancos e diminuir os investimentos sociais em favor de nosso povo. Os recursos desviados dos investimentos sociais e libertadores da miséria e da pobreza são vultuosos e ameaçam nossa paz. O economista Márcio Pochmann informa que apenas 20 mil famílias de super-ricos se beneficiam com 70% dos juros da dívida pagos pelo governo com os impostos arrecadados dos trabalhadores e da produção. No ano passado, estes juros chegaram a R$ 200,5 bilhões, dos quais R$ 140 bilhões foram embolsados por esta minoria, que certamente festeja e faz carnaval no exterior, agradecida pela nova resolução do Copom. Esta política nefasta tira dos pobres para dar aos ricos do pior seguimento da classe dominante, os donos dos bancos e de outros setores especulativos, segundo a cartilha neoliberal que o povo derrotou nas últimas eleições. Não é a toa que a mídia golpista elogia tanto Dilma, Mantega e Palocci. É de desconfiar quando a raposa elogia o galo: seu objetivo é o de contar com seu apoio para assaltar o galinheiro.

Forte abraço para vocês e a todos/as os/as participantes do encontro de segunda-feira, Dom Orvandil.