terça-feira, 25 de novembro de 2014

Ação de Graças pelo ano de 2014


“Dádivas que a gente traz, no altar da paz do nosso Deus” (Zé Vicente)

Novamente o Grupo de Vivência Ecumênica de Goiânia se reuniu. Dessa vez, para fazer memória da caminhada percorrida durante o ano de 2014 e celebrar em ação de graças as maravilhas que o Deus ternura, Deus pai e mãe realizou e realiza em nossa história.
Entre as memórias, o encantamento pela forma carinhosa que o grupo foi recebido pelo Pastor Davi e a Sandra, esposa dele, em ocasião da Semana de Oração pela Unidade Cristã, no mês de junho. Ele e ela congregam na Igreja Sal da Terra.
Dentre os agradecimentos o sentimento de cuidado que o grupo demonstrou para com as pessoas que tiveram problemas de saúde no decorrer do ano de 2014, seja por meio das orações, seja pela companhia ou palavra amiga nas horas de necessidade.
À luz do texto bíblico da comunidade de Lucas (17, 11-19), refletimos que ainda hoje existem vários gritos por misericórdia. E que a exemplo de Jesus devemos ver essas pessoas, que na condição de excluídas pedem dignidade, independentemente da sua tradição religiosa.
Jesus era Judeu e no caminho escutou o grito dos leprosos, pessoas consideradas impuras pelas leis religiosas do mundo judaico. Entre os leprosos, tinha um Samaritano (“de fato Judeus e Samaritanos não se davam bem”) e, foi o Samaritano que ao se perceber curado no caminho, voltou para agradecer Jesus. Não era um agradecimento formal, “simplesmente para cumprir tabela”, pois ele voltou louvando a Deus, dando graças. Era um sentimento de gratidão verdadeiro pela forma que foi acolhido por Jesus e consequentemente incluído na sociedade em que vivia.
Essa narrativa bíblica também nos fez perceber enquanto pessoas do Grupo de Vivência Ecumênica. Muitas vezes, a gente se pergunta pela “utilidade” desse grupo. E, ao fazermos isso parecemos os 9 (nove) leprosos que não voltaram para agradecer as transformações, as curas, as libertações ocorridas no decorrer do caminho, nos processos da nossa caminhada.
Encerramos o encontro com um pedido especial para o Padre Sérgio que será submetido a uma cirurgia de angioplastia.
Éramos 9 pessoas (6 mulheres e 3 homens). Denominações religiosas presentes: Batista, Luterana (IECLB), Unificação das Famílias para a Paz Mundial e Católica Apostólica Romana.

Múria, Goiânia, 24 de novembro de 2014.



quarta-feira, 29 de outubro de 2014

A presença das mulheres na Reforma


 “Derramarei meu Espírito sobre todos os viventes, e os filhos e filhas de vocês se tornarão profetas” (Jl 2, 28 ou 3, 1).
Que mulheres lutaram por justiça e equidade de gênero? Que outras histórias de mulheres podemos contar? O que nos ensinam as mulheres da Reforma Protestante? O que fizeram?
Questões que orientaram o Grupo de Vivência Ecumênica de Goiânia, o qual se reuniu no dia 27/10/2014 e refletiu sobre As Mulheres na Reforma Protestante, com a colaboração da Pastora Patrícia Bauer, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB). A Patrícia destaca que mulheres e homens exerceram papéis importantes no contexto da Reforma Protestante, porém é um movimento mais conhecido pelos homens que o liderou (Martinho Lutero, João Calvino, João Knox, Ulrico Zwinglio, Felipe Melanchton e outros). Fala-se pouco da participação das mulheres nesse acontecimento. Catarina Von Bora, Catarina Schutz Zell, Claudine Levet, Marie Dentèrem, Argula Von Stauff e Rachel Specht são nomes esquecidos ou desconhecidos para a maioria. Aliás, tal como as mulheres na bíblia, as mulheres reformistas sempre estiveram em segundo plano. Importante dizer que apesar de algumas mulheres reformistas terem sido esposas dos reformadores, elas foram muito além da função de ser esposa e mãe, ideal feminino da época. Eram mulheres de conhecimento bíblico profundo, teólogas, administradoras, conhecedoras dos segredos da medicina caseira, poetisas, questionadoras, pregadoras, escritoras e tiveram que se defender dos próprios reformadores homens, uma vez que lutavam pela igualdade entre homens e mulheres. Entre as várias ações partilhadas sobre o que essas mulheres fizeram, destacamos duas: Catarina Schutz Zell, de Estrasburgo, era uma mulher culta, leitora de Lutero; casou-se com um sacerdote vítima da excomunhão. Para defender o esposo, escreveu ao bispo cartas de protesto em defesa do casamento clerical, nas quais se expressava mais ou menos assim: “Você me diz que o apóstolo Paulo falou que as mulheres devem ficar  caladas na Igreja. Eu também quero lembrar-lhe as palavras do mesmo apóstolo, de que em Cristo não há mais macho nem fêmea”. Lembro-lhe também a profecia de Joel: “Derramarei meu Espírito sobre todos os viventes, e os filhos e filhas de vocês se tornarão profetas”. E concluiu: “Não pretendo ser João Batista repreendendo os fariseus. Não alego ser Natan censurando Davi. Só aspiro ser a besta de Balaão castigando o seu senhor”. Raquel Specht, inglesa, calvinista, recorreu à parábola dos talentos para defender o direito das mulheres, no ano de 1621. Ela argumentava: “Se Deus concedeu corpo, alma e espírito às mulheres, por que Ele daria todos esses talentos senão para serem usados?”. E concluiu: “Não usá-los seria uma irresponsabilidade”. Para finalizar, a Patrícia lembrou-nos que apesar de toda a caminhada e participação das mulheres nesse movimento, as igrejas da reforma demoraram algum tempo para ordenar as mulheres e, ainda hoje, essa não é prática de todas as denominações protestantes.
Éramos sete (7) pessoas no encontro - seis mulheres e um homem. Denominações religiosas presentes: Comunidade Batista, Luterana e Católica Romana.

Múria, 28 de outubro de 2014.



terça-feira, 26 de agosto de 2014

Relatório do Grupo de Vivência Ecumênica de Goiânia - 25 de agosto de 2014


Local: Centro Cultural Caravídeo
Facilitadora: Maria Giacomel
Total de participantes: 8 pessoas (6 mulheres e 2 homens).
Confissões religiosas presentes: Batista, Unificação das Famílias para a Paz Mundial e Católica Apostólica Romana.
Tema refletido pelo grupo: A missão de Jesus.
Carlos começa fazendo memória do encontro anterior (Avaliação da Semana de Oração pela Unidade Cristã). Ocasião em que nos lembramos da nossa celebração com a comunidade Sal da Terra, local em que vivenciamos um ecumenismo na prática, por meio das ações em defesa da vida (trabalho com a juventude, com os presidiários e etc).
No que diz respeito ao tema (A Missão de Jesus), a Maria Giacomel começa dizendo que não é possível falar sobre a missão de Jesus, sem falar da nossa missão, da missão das comunidades. E pergunta: O que é missão no mundo de hoje?
Reação do grupo: Missão é relacionar-se com outras pessoas. A partir daí vem a tolerância, a aceitação, a relação íntima com Deus, a oração.
Nós que precisamos da missão, porque ela dá sentido à nossa vida. A missão é amor. Ela começa no dia a dia.
Missão é um tema amplo. Tem a ver com determinados talentos, dons que as pessoas possuem e partilham umas com as outras (no trabalho, em casa, na rua).
A missão está nas relações diárias, cotidianas. Missão é testemunhar que a vida simples é bela, é cheia de sentido e significado.
Em seguida, a Maria conduziu o grupo a refletir sobre a missão de Jesus, por meio do texto bíblico de Lucas 4, 18-19 (O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me ungiu para anunciar a Boa Nova aos pobres...”).
Reflexões do grupo:
Jesus é movido pelo Espírito. E, ele não é neutro. Não tem uma missão abstrata, nas nuvens. Trata-se de estar com gente de carne e osso: pobres, cegos, presos, oprimidos. A missão de Jesus se dá pelo contato direto com as pessoas mais necessitadas, com as pessoas que necessitam de alívio e libertação. Aqui, o grupo pondera que a missão de Jesus nos  faz pensar sobre as realidades de exclusão na nossa sociedade atual, as realidades que excluem e marginalizam: exclusão das mulheres nas instâncias de poder das igrejas, exclusão dos homossexuais, das pessoas negras... E mais: reflete que palácio e poderosos não combinam com o projeto de Jesus porque neles as relações baseiam-se em dominação e centralização. O chamado de Jesus é para todas as pessoas. Entretanto, ele exige compromisso e mudança nas relações de poder (história de Zaqueu).
Lemos um texto do teólogo católico José Antônio Pagola (retirado do livro Jesus, Aproximação Histórica), para aprofundarmos um pouco mais os nossos olhares sobre a Missão de Jesus. Entre as partilhas do texto, destaca-se: “O reino de Deus só pode ser anunciado a partir do contato direto e estreito com as pessoas mais necessitadas de alívio e libertação”.
Depois, a partir da narrativa bíblica da Comunidade de Marcos (1, 16-45), refletimos sobre o que faz parte da missão. Aqui, frisa-se: “Faz parte da missão, não se fechar no resultado já alcançado”. Vão a outros lugares! “Faz parte da missão, acolher as pessoas marginalizadas e reintegrá-las na convivência humana”. “Faz parte da missão, congregar pessoas junto a Jesus (e não nesta ou naquela igreja) e criar comunidades”.
Finalizamos  a noite com a  leitura do texto Missão é um Caso de Amor:
“O amor faz da vida uma missão. Não existe amor fechado, trancado; seria uma contradição. Faz parte da natureza do amor sair de si. Relacionar-se, transformar a vida em missão. A missão brota do amor e, como o amor, a missão é também uma necessidade existencial, não é luxo; faz parte do sentido da vida. Não se vive sem missão. Quanto mais autêntica e corajosa é a missão que abraçamos, mais pessoa nos tornamos”.
Oração final.
Múria,  25 de agosto de 2014.





quinta-feira, 5 de junho de 2014

Dia de Oração pela Unidade Cristã - 04/06/2014 - Igreja Sal da Terra - Bairro Floresta - Grupo de Vivência Ecumênica/CEBI


“Hoje estamos quebrando uma barreira. É isso que Jesus quer, porque isso aqui é um gesto de amor e só gestos de amor nos colocam verdadeiramente unidos a Cristo. Cristo não tem somente braços, ou somente pernas. Todos nós somos o corpo de Cristo”. Palavras da Sandra, esposa do Pastor Carlos, da Igreja Sal da Terra, situada no Bairro Floresta, em Goiânia, no contexto da Semana de Oração pela Unidade Cristã, ano 2014. O Pastor Carlos complementa: “Que não fiquemos somente nesse dia; que a gente se una mais vezes para desenvolver ações comuns em defesa da nossa juventude. É muito bom ver crianças aqui; crianças e jovens escutando que em vez de dividir precisamos unir, pois Cristo não está dividido”. O grupo, composto por pessoas das comunidades Sal da Terra, Luterana e Católica Romana, foi motivado a construir um mosaico, a partir da seguinte provocação/reflexão: “Quais são os sinais de pertencer a Cristo?”. Percebemos que entre os sinais partilhados, em momento algum saiu participar desta ou daquela igreja, mas fortalecer a esperança, amar uns aos outros e umas às outras, viver gestos de partilha, amizade e solidariedade, engajar-se nas lutas populares em defesa da vida e sermos testemunhas da Boa Notícia do Reino. O culto de encerramento da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, coordenado pelo Grupo de Vivência Ecumênica de Goiânia, será na Comunidade Luterana (IECLB), dia 08 de junho de 2014, às 9h30. 
Múria, 04 de junho de 2014. 






quarta-feira, 30 de abril de 2014

Um sonho possível...

Com tantas gritarias de pregações bíblicas e com tantas exaltações na boca de padres e pastores de capítulos e versículos do Livro Sagrado e todo mundo jurando que a Palavra de Deus é a Luz e o Guia de sua vida e de sua Igreja, quase ninguém leva a sério o pedido de Jesus (que é uma ordem) sobre a unidade dos cristãos, no capítulo 17 de João: “Que todos sejam um”. Há muita gente no mundo que não aceita Jesus Cristo como Filho de Deus: os muçulmanos, as religiões orientais, os cultos afros, os ateus, os indiferentes etc... , são bilhões de pessoas que não são evangelizadas. E os cristãos que fazem? Brigam entre si esquecendo o mandamento de Jesus : “ides e evangelizais”, cada Igreja preocupada consigo mesma, arrecadando dízimos e escandalizando a multidão dos filhos de Deus que pedem luz e verdade. Porque Cristo não está dividido, mas a maneira como nós cristãos experienciamos a nossa fé em Cristo faz parecer que Ele está dividido.  É verdade que desde os primeiros tempos o diabo introduziu divisões entre os discípulos de Jesus: havia até problemas com a santa Ceia, pois os ricos não queriam comer do mesmo pão e beber do mesmo vinho que os pobres. Mas diante destas divisões o apóstolo Paulo tem a capacidade de não negar os conflitos, mas não desiste do sonho da unidade que Jesus quer: “ Eu não canso de agradecer a Deus por causa de vocês , em vista da Graça de Deus que lhes foi concedida em Jesus Cristo” ( 1 Cor 1,4.). Por isso acho bom apoiar a atividade de um pequeno grupo de cristãos de várias denominações religiosas que convida para a “Semana de oração pela Unidade dos Cristãos” na semana do dia 1º ao dia 8 de Junho 2014, com o lema: ”Acaso Cristo está dividido ?”(1 Cor.1-17). São previstas duas celebrações principais: uma de abertura no dia 02 de Junho, segunda feira, às 19 horas no Centro Cultural da Caravideo ( Rua 83 n.º 361 Setor Sul,fone 3218 6895)  e uma de encerramento no dia 08 de junho, domingo, às 9 horas da manhã, na Igreja Luterana ( rua 91, fone 32244633/99745733). sergiobernardoni@gmail.com

Grupo de Vivência Ecumênica de Goiânia 2014

Programação da Semana de Unidade dos Cristãos 2014


Grupo de Vivência Ecumênica - Goiânia - 28-04-2014

Éramos seis pessoas: Pastora Patrícia, Reverenda Tatiana, Irmã Maria Giacomel, Carlos César, Pe. Sérgio e Múria (4 mulheres e dois homens).

Iniciamos com um momento devocional coordenado pela Pastora Patrícia, da comunidade Luterana (IECLB). O texto bíblico que iluminou as nossas reflexões foi da comunidade joanina (Jo 20, 19-23).
Breve reflexão: Após a crucificação os discípulos ficaram com medo e trancaram-se. Muitas vezes, nas incertezas, nos medos, tendemos a nos trancar. Porém, Jesus fica no meio dos discípulos e faz a seguinte prece: “A paz esteja com vocês”. É uma prece que re(cria), convida para que onde estivermos, tratemo-nos com dignidade. Prece onde Deus mesmo se convida a fazer morada na nossa vida. “(...) Para que nós do Grupo de Vivência Ecumênica possamos vivenciar essa paz...”
Em seguida, o Pe. Sérgio apresentou a estrutura do livro da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos
(SOUC). Feito isso, o grupo conversou sobre os preparativos da SOUC. Ficou programado o seguinte:
Dois dias, o Grupo de Vivência celebra junto e convida demais pessoas (momentos significativos de abertura e encerramento da SOUC). Eis os dias:

Dia 02/06/2014: Momento orante, celebrativo, festivo, no qual será feita uma espécie de introdução ao tema da SOUC (Acaso Cristo está divido?). Local: Centro Cultural Caravideo.

Dia 08/06/2014: Culto de encerramento com a Comunidade Luterana (IECLB), às 9h30.

Nos outros dias, as pessoas do grupo são convidadas a fazerem um dia de oração com vizinhos ou grupos de base.
Encaminhamentos feitos, por enquanto:
Pe. Sérgio irá articular com seus vizinhos.
Múria ficou responsável para apresentar a proposta de um dia de oração com o grupo de crianças/adolescentes das comunidades do Bairro Floresta.
Esquematizada a programação da SOUC, pensamos sobre o que refletiremos no segundo semestre, enquanto grupo. Encaminhamentos:

Maio: Reflexão bíblica sobre a motivação do tema da SOUC: Acaso Cristo está dividido? (Facilitadoras: Tatiana Ribeiro, Patrícia Bauer e Múria).

Junho: SOUC

Julho: Copa do Mundo: O que sobrou para as comunidades? (Facilitador/a: A definir)

Agosto: A missão de Jesus (Facilitadora: Maria Giacomel)

Setembro: Evangelho da Comunidade de Mateus (Facilitador: Paulo Ueti).

Outubro: Reforma (As Mulheres na Reforma?) - Facilitador/a: A definir

Novembro: Confraternização

Para finalizar, dançamos em forma de ciranda: “Teu sol não se apagará/Tua lua não será minguante/Porque o Senhor será tua luz/Ó povo que Deus conduz”. Depois da ciranda oramos uma benção.

Múria - 29 de abril de 2014.





quarta-feira, 2 de abril de 2014

Sem perder a ternura - encontro do dia 31 de março de 2014


Tomo a liberdade de fazer um pequeno apanhado do que foi vivenciado nesse encontro. As palavras são de várias pessoas do grupo. Fica a missão de cada uma e cada um se reconhecer nelas. “É preciso compartilhar, repartir, dialogar sobre o que nos une e nos divide; sobre nossos sonhos e angústias, porque isso é fraternidade, é carinho, é escuta, é tolerância, é respeito, é trabalhar no dia a dia o lúdico do coração, é interiorização para podermos nos comunicar, é quietude, é acolhimento, é momento para chegarmos de fato, é irmandade”.
Lembro ainda que fizemos memória dos 50 anos do GOLPE e já começamos a ensaiar os preparativos para a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos (01 a 08 de junho/2014).

Múria