Queridos irmãos e irmãs do Grupo de Vivência Ecumênica de Goiânia, que alegria entrar no site do grupo e ver que na foto do grupo eu estou presente. Isso me honra e me responsabiliza e quero, mesmo morando no Recife, encontrar um modo de participar sim e colaborar com o grupo.
Obrigado por partilhar a noticia da partida do pastor João Dias de Araújo. Trabalhamos juntos no Recife nos anos 70, quando ele morava aqui (antes de se mudar para Feira de Santana). E ficamos sempre muito amigos. Sinto a sua partida como a de um grande irmão e peço que ele continue no céu a interceder por nossos grupos e nosso trabalho.
Agora estou em Brasília para participar do Congresso nacional do MST e conversar com eles sobre mística revolucionária hoje.
Reparto aqui com vocês um artigo que escrevi para o fórum da diversidade religiosa no Recife. Quero criar a relação entre esse fórum e o grupo de vocês.
Um abraço do irmão Marcelo Barros
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
Falece João Dias de Araújo, um dos fundadores da IPU
Faleceu no dia 9 de
fevereiro, o reverendo João Dias de Araújo, vítima de câncer. João Dias foi um
dos fundadores da Igreja Presbiteriana Unida (IPU) e colaborador de organismos
ecumênicos mundiais, tais como Conselho Mundial de Igrejas, Comunhão Mundial de
Igrejas Reformadas, Conselho Latino-Americano de Igrejas, Aliança de Igrejas
Presbiterianas e Reformadas da América Latina (AIPRAL) e Conselho Nacional de
Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC), onde colaborou na Comissão Teológica.
Dentre os livros publicados por ele encontra-se A Inquisição Sem Fogueiras e Sê Cristão Hoje. "O reverendo João Dias foi um dos personagens mais ativos durante a Conferência do Nordeste, enfim, um homem muito importante para todo o movimento ecumênico", afirmou a secretária geral do CONIC, Romi Benck.
Leitor assíduo das publicações do CEBI, João Dias sempre foi entusiasta da Leitura Popular da Bíblia.
O CEBI se une à CEDITER (Comissão Ecumênica dos Direitos da Terra), organismo ao qual João Dias doou muito de sua vida, em louvor e gratidão a Deus por seu testemunho.
Veja também a nota da Aliança de Batistas e do CESEEP:
A Aliança de Batistas do Brasil se une hoje a todos os organismos e pessoas para elevar a Deus nossa gratidão pela vida e legado que nos deixa o Rev. João Dias de Araújo. Ficamos todas e todos com a memória, saudade e desafio que seu exemplo de vida e luta nos legou.
Pra. Odja Barros.
Dentre os livros publicados por ele encontra-se A Inquisição Sem Fogueiras e Sê Cristão Hoje. "O reverendo João Dias foi um dos personagens mais ativos durante a Conferência do Nordeste, enfim, um homem muito importante para todo o movimento ecumênico", afirmou a secretária geral do CONIC, Romi Benck.
Leitor assíduo das publicações do CEBI, João Dias sempre foi entusiasta da Leitura Popular da Bíblia.
O CEBI se une à CEDITER (Comissão Ecumênica dos Direitos da Terra), organismo ao qual João Dias doou muito de sua vida, em louvor e gratidão a Deus por seu testemunho.
Veja também a nota da Aliança de Batistas e do CESEEP:
A Aliança de Batistas do Brasil se une hoje a todos os organismos e pessoas para elevar a Deus nossa gratidão pela vida e legado que nos deixa o Rev. João Dias de Araújo. Ficamos todas e todos com a memória, saudade e desafio que seu exemplo de vida e luta nos legou.
Pra. Odja Barros.
Em meu nome pessoal e em nome da diretoria, conselho
superior e equipe do CESEEP, uno-me à família do querido reverendo João Dias de
Araújo e à Igreja Presbiteriana para agradecer a Deus, por sua vida e
testemunho Sua espiritualidade calcada no evangelho e no seguimento de Jesus
levou-o a ser um irmão na fé para com as pessoas de sua igreja mas também das de
outras igrejas irmãs.
Que seu testemunho nos siga iluminando e inspirando.
Com nossos sentimentos e preces,
Pe. José Oscar Beozzo, Coordenador geral do CESEEP
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
Os rolezinhos nos acusam: somos uma sociedade injusta e segregacionista
O fenômeno dos centenas de rolezinhos que ocuparam shoppings
centers no Rio e em São Paulo suscitou
as mais disparatadas interpretações. Algumas, dos acólitos da sociedade
neoliberal do consumo que identificam cidadania com capacidade de consumir,
geralmente nos jornalões da mídia comercial, nem merecem consideração. São de
uma indigência analítica de fazer vergonha.
Mas houve outras análises que foram ao cerne da questão como
a do jornalista Mauro Santayana do JB on-line e as de três especialistas que avaliaram a irrupção dos
rolês na visibilidade pública e o elemento explosivo que contém. Refiro-me à
Valquíria Padilha, professora de sociologia na USP de Ribeirão Preto:”Shopping
Center: a catedral das mercadorias”(Boitempo 2006), ao sociólogo da
Universidade Federal de Juiz de Fora, Jessé Souza,”Ralé brasileira: quem é e
como vive (UFMG 2009) e de Rosa Pinheiro
Machado, cientista social com um artigo”Etnografia do Rolezinho”no Zero Hora de
18/1/2014. Os três deram entrevistas esclarecedoras.
Eu por minha parte interpreto da seguinte forma tal
irrupção:
Em primeiro lugar, são jovens pobres, das grandes
periferias, sem espaços de lazer e de
cultura, penalizados por serviços públicos ausentes ou muito ruins como saúde,
escola, infra-estrutura sanitária, transporte, lazer e segurança. Veem
televisão cujas propagandas os seduzem para um consumo que nunca vão poder
realizar. E sabem manejar computadores e entrar nas redes sociais para
articular encontros. Seria ridículo exigir deles que teoricamente tematizem sua
insatisfação. Mas sentem na pele o quanto nossa sociedade é malvada porque
exclui, despreza e mantém os filhos e filhas da pobreza na invisibilidade
forçada. O que se esconde por trás de sua irrupção? O fato de não serem
incluidos no contrato social. Não adianta termos uma “constituição cidadã” que
neste aspecto é apenas retórica, pois
implementou muito pouco do que prometeu em vista da inclusão social.
Eles estão fora, não contam, nem sequer servem de carvão para o consumo de nossa fábrica social (Darcy
Ribeiro). Estar incluído no contrato social significa ver garantidos os
serviços básicos: saúde, educação, moradia, transporte, cultura, lazer e segurança.
Quase nada disso funciona nas periferias. O que eles estão dizendo com suas
penetrações nos bunkers do consumo? “Oia nóis na fita”; “nois não tamo
parado”;”nóis tamo aqui para zoar”(incomodar). Eles estão com seu comportamento
rompendo as barreiras do aparheid social. É uma denúncia de um país altamente
injusto (eticamente), dos mais desiguais do mundo (socialmente), organizado
sobre um grave pecado social pois contradiz o
projeto de Deus (teologicamente). Nossa sociedade é conservadora e
nossas elites altamente insensíveis à
paixão de seus semelhantes e por isso cínicas. Continuamos uma Belíndia: uma
Bélgica rica dentro de uma India pobre. Tudo isso os rolezinhos denunciam, por
atos e menos por palavras.
Em segundo lugar,
eles denunciam a nossa maior chaga: a desigualdade social cujo
verdadeiro nome é injustiça histórica e social. Releva, no entanto, constatar
que com as políticas sociais do governo do PT a desigualdade diminiui, pois
segundo o IPEA os 10% mais pobres tiveram entre 2001-2011 um crescimento de
renda acumulado de 91,2% enquanto a parte mais rica cresceu 16,6%. Mas esta
diferença não atingiu a raíz do problema pois o que supera a desigualdade é uma
infraestrutura social de saúde, escola, transporte, cultura e lazer que
funcione e acessível a todos. Não é suficiente transferir renda; tem que criar
oportunidades e oferecer serviços, coisa que não foi o foco principal no
Ministério de Desenvolvimento Social. O “Atlas da Exclusão Social” de Márcio
Poschmann (Cortez 2004) nos mostra que há cerca de 60 milhões de famílias, das quais cinco mil famílias extensas detém
45% da riqueza nacional. Democracia sem igualdade, que é seu pressupsto, é
farsa e retórica. Os rolezinhos denunciam essa contradição. Eles entram no
“paraíso das mercadorias” vistas virtualmente na TV para ve-las realmente e
senti-las nas mãos. Eis o sacrilégio insuportável pelos donos do shoppings.
Eles não sabem dialogar, chamam logo a polícia para bater e fecham as portas a
esses bárbaros. Sim, bem o viu T.Todorov em seu livro “Os novos bárbaros”: os
marginalizados do mundo inteiro estão saindo da margem e indo rumo ao centro
para suscitar a má consciência dos “consumidores felizes” e lhes dizer: esta
ordem é ordem na desordem. Ela os faz frustrados e infelizes, tomados de medo,
medo dos próprios semelhantes que somos nós.
Por fim, os rolezinhos não querem apenas consumir. Não são
animaizinhos famintos. Eles tem fome sim, mas fome de reconhecimento, de
acolhida na sociedade, de lazer, de cultura e de mostrar o que sabem: cantar,
dançar, criar poemas críticos, celebrar a convivência humana. E querem
trabalhar para ganhar sua vida. Tudo isso lhes é negado, porque, por serem
pobres, negros, mestiços sem olhos azuis e cabelos loiros, são desperezados e
mantidos longe, na margem.
Esse tipo de sociedade pode ser chamada ainda de humana e
civilizada? Ou é uma forma travestida de barbárie? Esta última lhe convem mais.
Os rolezinhos mexeram numa pedra que começou a rolar. Só parará se houver
mudanças.
sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
Relatório da reunião do dia 27 de janeiro de 2014
Grupo de Vivência Ecumênica - Goiânia , 27
de janeiro de 2014
Participantes:
Cândida, Iracides, Sérgio, Maria Giacomel, Isabel, Mirene, Carlos, Terezinha,
Dinorah, Tatiana, Dom Orvandil e Múria.
Denominações
religiosas presentes: Anglicana, Batista, Católica Apostólica Romana.
Quantidade de
pessoas: 12 (9 mulheres e 3 homens).
Carlos fez a acolhida e convidou o grupo
para partilhar a vida: como foi o tempo do Natal, Ano Novo, o que vivenciamos
desde o último encontro...
Isabel:
Experiência gostosa em termos de família. Receberam a visita de uma prima com o
esposo. Foi bom! Viveram momentos de comunhão, com muitos risos; foi um
nutriente para a alma.
Maria Giacomel:
Teve muitos problemas de doenças em família (a cunhada e a irmã morreram de
câncer). Vivenciou momentos de muito sofrimento, mas também momentos de
esperança, de ressurreição.
Sérgio: Não tem
nada de especial para contar; passou o mês de janeiro tranquilo. Aqui no
encontro de hoje ficou alegre por rever a comunidade das Irmãzinhas de Jesus. Sérgio
faz uma reflexão: As nossas igrejas querem saídas inspiradas pelo Evangelho de
Jesus; querem buscar meios para penetrar nas massas. Ele leu a mensagem escrita
pelo Papa Francisco em ocasião da Semana da Unidade que aconteceu na Europa e
destaca: “A pessoa de Cristo cria comunhão, unidade e não divisão...”. “(...)
Jesus quer todos/as salvos/as e unidos/as”.
Iracides:
Experiência em família boa e agradável.
Experimentou, vivenciou a manifestação do cuidado de Deus em um momento de
muita dificuldade.
Cândida: Voltou
para Goiânia no final do ano passado. Ficou muito feliz por voltar. O Grupo de
Vivência Ecumênica é lembrado na comunidade delas. Para ela, o grupo é um
espaço onde se experimenta de verdade o desejo pela unidade.
Dom Orvandil:
Está muito feliz, muito contente com as oportunidades, os estudos vivenciados,
a partir da Ibrapaz. Nesse período refletiu com um grupo de estudo sobre: Quem
é Jesus? O que é Sacramento? O que é Reino de Deus? Para que Igrejas?
Terezinha: Está
em Goiânia há pouco tempo. Viveu vários anos no Morro da Mangueira (RJ) e no
Morro de São Carlos. Morou também em Jussiape (BA). Em todos os lugares se
sentiu e se sente muito bem. Fica agradecida com as pessoas que as ajudam a serem
Irmãzinhas, as acolhem...
Dinorah: Também
está há pouco tempo em Goiânia. Por onde passou viveu experiências profundas
com o povo. Aprendeu mais que ensinou. Enquanto irmãzinhas elas não querem
carregar ninguém para igreja nenhuma; querem apenas ser amigas. “Primeiro o
humano”.
Tatiana
(Reverenda da Igreja Anglicana): Está há 9 meses em Goiânia. Já se adaptou; foi
muito bem acolhida. A comunidade que ela acompanha (no Setor Parque Anhanguera)
está se reestruturando. Abriu a igreja para que ela seja referência, lugar de
encontro e de partilha da vida no Bairro. Esse Grupo de Vivência Ecumênica é
uma referência de unidade, de sonho, de partilha.
Carlos: Viveu
experiência do Curso de Verão de Goiânia (Redes Sociais: Tecendo
Transformação). O objetivo maior foi refletir: “Como utilizar as redes sociais
para construir um mundo melhor?”. Sentiu saudade do grupo, mas sente uma
angústia em relação à coordenação; sente-se um pouco sozinho para pensar os
encontros...
Mirene: Voltou
para Goiânia; ficou um período na França (para tratamento de saúde); depois
retornou para o Brasil. Está muito feliz por ter voltado para o Brasil.
Após a partilha, aconteceu a leitura do
Evangelho: Mc 3, 22-30. Algumas reflexões:
Pecado contra o
Espírito é não seguir o sopro do Espírito. Se formos empurradas para a
construção do Reino e resistimos a isso, deixamos de construir um mundo novo.
Pecado que não
tem perdão... Se a gente se fecha à proposta do Espírito, a gente cria a morte.
E, Jesus nos chama a criar a vida. Sendo que, a vida é criada em Comunidade.
Pecar contra o
Espírito é renegar o novo; não ver no novo a Construção do Reino. Desafio pra o
Ecumenismo: Além dos nossos muros existem jardins. O nosso grande problema é
querer aprisionar o Espírito e não reconhecer que o Reino está além daquilo que
temos controle.
Após as
reflexões/partilhas, pensamos um pouco da nossa agenda de atividades para o ano
de 2014, a partir de 4 passos importantes para a nossa caminhada: SONHAR,
PLANEJAR, REALIZAR, CELEBRAR. Esses passos contribuíram para algumas
reflexões/partilha de sonhos. Consegui escrever somente alguns.
Iracides: “Meu
sonho é que na Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos não fizéssemos nada
no modelo da cartilha do Conic, mas algo que nos marcasse enquanto pessoas”.
Isabel: A
tradição da Instituição é muito forte aqui no grupo. Sinto uma carência de nos
colocarmos; as pessoas não se trazem porque não tem espaço para isso, para
partilharem coisas simples do cotidiano.
Tatiana: A gente
vai onde estão os nossos amigos. Podemos fazer desse grupo um espaço não
institucionalizado... Quem está sentado do meu lado? Onde mora? Com quem vive?
Saindo da Instituição a gente chega às pessoas.
A partir das reflexões, fizemos os
seguintes encaminhamentos:
Fazer
experiências de alguns encontros sem temas definidos, mas com pessoas indicadas
para facilitar o diálogo, a partir da realidade. Assim sendo, ficou definido o
seguinte:
Mês de fevereiro
(dia 24): A comunidade das Irmãzinhas de Jesus irá coordenar.
Mês de março
(31): Isabel e Iracides
Mês de abril
(28): Início dos preparativos para a SOUC (Semana de Oração pela Unidade dos
Cristãos). Responsáveis: a coordenação.
Maio (26): Continuidade
aos preparativos da SOUC.
Junho (30). De
01 a 08/06/2013: Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. Tema: O Cristo
está dividido?
Ainda não
agendamos/definimos/planejamos ações para os meses de julho a dezembro/2014.
Outro encaminhamento:
O Padre Sérgio
irá elaborar algumas perguntas (aliás, já elaborou e nós recebemos nos nossos
e-mail’s), a fim de que, em mutirão, “indiquemos caminhos, rumos, correções
para que o nosso encontro mensal seja realmente rico de conteúdo e de
resultados e corresponda àquilo que Cristo exige de nós”.
Encerramos com
um momento de oração, tiramos a fotografia oficial do mês e retornamos para as
nossas respectivas casas.
Múria, Goiânia,
30 de janeiro de 2014.
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
A CAMINHO DA UNIDADE QUE CRISTO EXIGE DE NÓS
No nosso último encontro do Grupo de Vivência ecumênica (que foi muito bom!) iniciamos o processo de planejamento para o primeiro
semestre de 2014. É necessário que este trabalho seja feito a muitas mãos,
porque é muito importante, e por isso estamos pedindo a todos que participam ou
que já participaram do Grupo, para que, com muita sinceridade, indiquem caminhos ou correções de caminhada, para que
o nosso encontro mensal seja rico de conteúdo e de resultados e corresponda
àquilo que Cristo exige de nós.
1) Você tem alguma observação sobre o encontro em si: dia,
horário, assunto, dinâmica, oração, convite, local...?
2) Para o Grupo crescer e atingir mais pessoas e
comunidades, que podemos fazer?
3) Pode indicar um ou dois assuntos que poderiam ser
tratados nos nossos encontros?
Favor enviar as respostas para o e-mail:
pecarlos@terra.com.br
Lembramos que o nosso próximo encontro será na última
segunda feira de fevereiro, dia 24, às 19 horas, no Centro Cultural Caravideo e
será coordenado pela equipe das Irmazinhas de Charles de Foucault.
Sergio Bernardoni
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
Inicio das atividades em 2014
O grupo de Vivência Ecumênica de Goiânia terá no dia 27 de janeiro sua primeira reunião de 2014. Será uma reunião de planejamento das atividades do ano. Contamos com a presença de todos. Quem não puder participar pode mandar sugestões de temas para nossas reuniões. Com a certeza de que teremos um excelente ano de grandes vivências Ecumênicas te esperamos para a reunião.
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
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| Encontro do Grupo de Vivência Ecumênica de Goiânia 2013 |
Denominações religiosas presentes: Batista, Anglicana, Luterana, Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, Unificação das Famílias para a Paz Mundial e Católica Apostólica Romana. Quantidade de pessoas: 14 (7 homens e 7 mulheres).
Começamos com o refrão contemplativo: Ó luz do Senhor que vem sobre a Terra, inunda o meu ser, permaneça em nós. Em seguida, veio a acolhida/motivação feita pelo Carlos, o qual destacou que esse encontro seria para celebrarmos a nossa amizade, o que nos une e reúne, a nossa caminhada de 2013, o desejo de fazer e ser comunhão com pessoas que não são iguais a nós. O encontro foi motivado/iluminado pelo texto bíblico da Encarnação. Refletimos sobre o significado da Encarnação na nossa caminhada. Em que esse texto nos toca?
- Um dos textos mais belos. As sociedades, as culturas dão valores diferenciados às mulheres, mas para Deus a mulher é especial.
Fala-nos da bondade misericordiosa de Deus.
- A visita de Deus: Capacidade de mudar o rumo da vida; as nossas igrejas deveriam aprender isso com Maria.
- O que me encanta na Encarnação é o Deus que se embrenha na nossa condição de humanidade. Parece que tem gente que nem é humano. Esse texto nos pede para mantermos a nossa humanidade segundo o projeto de Deus. Não querer virar anjo iluminado, por exemplo, pois Deus quis ser gente.
- O que me toca nesse texto é a presença da Isabel, mulher velha, estéril que se torna mãe de João Batista.
Precisamos pensar nos velhos e nas velhas da nossa sociedade. Que espaços elas e eles ocupam?
- O modo diferenciado que Deus escolhe para nos dizer que está do lado dos pobres, dos injustiçados.
Encerrada a partilha, eu (Múria) contei a história Romeu e Julieta, da Ruth Rocha, a qual foi precedida da seguinte motivação: O que essa história tem a ver com ecumenismo? Tem a ver com o nosso grupo?
- “A diversidade nos faz mais humanos, mais felizes. Só faz sentido se cada uma e cada um realçar o seu tom; se isso não acontecer, a gente fica desbotada/o”.
- “Para ser verdadeiramente fiel à própria igreja é preciso ser ecumênico”.
- “Os dois (Romeu e Julieta) saíram do esquema. E, por causa deles os pais saíram do esquema também. Saindo do esquema as mudanças aconteceram para acabar com a divisão”.
- “O sentido que podemos construir juntos pela e na sociedade, cada um e cada uma na sua denominação
religiosa”.
- “Toda essa revoada conjunta se deu porque indivíduos estabeleceram relações de amizade, relacionaram-se; eles não agiram por causa de nenhuma ordem superior vinda de alguma autoridade daquele reino onde as coisas eram separadas pela cor. A nossa grande dificuldade é nos relacionarmos como indivíduos, pois ainda trazemos resquícios das nossas Instituições. Temos que aprender a borboletear juntos. Relacionando-nos como pessoas, muitos verão o amor que há entre nós”.
Concluídas as partilhas brincamos de amigo secreto e saboreamos deliciosas comidas trazidas pelas pessoas do grupo e colocadas na mesa da partilha.
Múria, Goiânia, 26 de novembro de 2013.
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