segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Campanha da Fraternidade Ecumênica


Quando as pessoas do Grupo de Vivência Ecumênica de Goiânia sentaram para planejar o primeiro semestre deste ano, uma das partilhas feitas pela Pastora Patrícia Bauer (IECLB) e pela Reverenda Tatiana Ribeiro (IEAB) foi que temos muitos motivos para viver o Ecumenismo no decorrer de 2016, entre estes a Campanha da Fraternidade Ecumênica.
A partir deste motivo tão significativo que exige reflexões e ações relacionadas aos cuidados para com a nossa Casa Comum, o Grupo decidiu celebrar com a Comunidade Sirian Ortodoxa São Sebastião, em Aparecida de Goiânia, no dia 28 de fevereiro de 2016.  O planejado aconteceu! E foi um dia  muito importante,  de fortalecimento da fé,  acolhida carinhosa, de muita música com o CD Campanha da Fraternidade, de símbolos cuidadosamente preparados pelas mulheres e pelas crianças; dia de reflexões sobre a realidade das cidades, no que diz respeito ao saneamento básico e qual é a nossa missão enquanto cristãs e cristãos, diante dessa realidade.
 Enfim, o dia começou com vivência da unidade em torno da mesa da palavra e foi encerrado em torno da mesa com os frutos da terra (milho assado, tapioca, pão de queijo e outras comidas deliciosas).
Nossos agradecimentos ao Pe. Cristiano, da Sirian Ortodoxa, por este momento  planejado com tanto zelo e carinho.

Grupo de Vivência Ecumênica, Goiânia – 28 de fevereiro de 2016. 

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Atividades do Grupo de Vivência Ecumênica de Goiânia no 1º Semestre de 2016.


Hoje, 25 de janeiro de 2016, o Grupo de Vivência Ecumênica de Goiânia novamente se encontrou para partilhar a Vida e planejar a caminhada de 2016. Após um momento devocional coordenado pela Pastora Patrícia Bauer (IECLB), refletiu-se sobre o ser e se fazer comunhão. A provocação foi: “O nosso jeito de caminhar enquanto grupo cria comunhão”?
Outra reflexão feita foi que temos muitos motivos para vivermos o ecumenismo durante o ano de 2016, entre estes, a Campanha da Fraternidade Ecumênica, a qual terá como tema “Casa Comum: Nossa Responsabilidade”.  A intenção da CF é promover reflexões e motivar ações para que sociedade e o poder público tenham atitudes responsáveis que garantam a integridade e o futuro da “Casa Comum”.
Nesse contexto, o grupo definiu as seguintes atividades, até o mês de julho de 2016:
28 de fevereiro/2016: Celebração sobre tema ligado à Campanha da Fraternidade Ecumênica. Local: Igreja Sirian Ortodoxa. Paróquia São Sebastião. Horário: 16 horas. Responsável: Padre Cristiano e o grupo.
04/03/2016: Celebração em ocasião do Dia Mundial de Oração. Local: Centro Cultural Caravideo, rua 83, Setor Sul, Goiânia. Horário: 19 horas  às 21 horas. Responsável: (?)
28/03/2016: Reflexões sobre Violência contra a Mulher. Local: Centro Cultural Caravideo, rua 83, Setor Sul, Goiânia. Horário: 19  às 21 horas. Responsável: Reverenda Tatiana Ribeiro (IEAB).
25/04/2016: Estudo do tema da Semana de Oração pela Unidade Cristã. Local: Centro Cultural Caravideo, rua 83, Setor Sul, Goiânia. Horário: 19 horas às 21 horas. Responsável: Carlos César.
Maio: Semana de Oração pela Unidade Cristã. Responsável: Todo o grupo.
27/06/2016: Reflexão sobre Intolerância Religiosa. Responsável: Pastora Patrícia Bauer.
25/07/2016: Relações de poder e ética. Responsável: a definir.
Além disso, junto com a Rede Grita Cerrado, o Grupo de Vivência Ecumênica participará do  estudo do material da Campanha da Fraternidade Ecumênica, no dia 02 de fevereiro de 2016. Local: Centro Cultural Caravideo, rua 83, Setor Sul, Goiânia. Horário inicial: 9 horas. Facilitadoras do dia: Reverenda Tatiana Ribeiro e Pastora Patrícia Bauer.
Denominações presentes no encontro de hoje: Sirian Ortodoxa, Luterana (IECLB), Anglicana (IEAB), Batista, Unificação das Famílias para a Paz Mundial e Católica Apostólica Romana.

Goiânia, 25 de janeiro de 2016.


quinta-feira, 29 de outubro de 2015

O Poeta Jesus e as Bem Aventuranças

O Grupo de Vivência Ecumênica de Goiânia se reuniu no dia 26 de outubro de 2015. Dessa vez, o encontro foi coordenado pela Joara Reis. Ela provocou o Grupo a refletir sobre o texto das bem-aventuranças (Mt 5,1-12) na ótica da poesia. Tarefa não tão fácil para a Joara, pois enquanto grupo, a tendência foi refletir a partir “das chaves interpretativas” costumeiras, ou seja, não na dimensão poética.
Incialmente a Joara convidou o grupo a escutar a música Life Gods, cantada por Marisa Monte e Gilberto Gil, a qual retrata nomes de entidades divinas em vários idiomas e dialetos. Em seguida, o grupo foi motivado a recitar  conjuntamente um poema de Rubem Alves (Sonho-Mistério), que se encerra assim: “Deus, nome de nossos desejos... Tantos nomes quantas são nossas esperanças e desejos...”
Logo após,  veio a pergunta:  “Para nós o que é a bem-aventurança?” Ocasião, em que  a Joara destacou que nas bem-aventuranças “o Jesus poético vai na contramão daquilo que nos atormenta, que atormenta pessoas e grupos violados nos seus direitos e feridos na sua dignidade”.
Seguida a essa fala da Joara, a Iracides lembrou que certa vez leu um livro de John Stott (teólogo Anglicano).  Ele considera “a mensagem do Sermão do Monte como a Contracultura Cristã”. Para ele, as bem-aventuranças representam um sistema de valores cristãos, um padrão ético, ou atitudes completamente diferentes daquilo que não comungam com o projeto de Jesus. Ainda para Stott, encontramos no texto “do Sermão do Monte as virtudes daquelas pessoas que herdarão o Reino de Deus”. E quais são essas virtudes? “A humildade, a prática da justiça e da misericórdia, a pureza, a pacificação, a prática do perdão, do amor ao próximo, da perfeição, da caridade e da oração”. Stott diz também que  os valores e padrões de Jesus estão em conflito direto com os valores e padrões comumente aceitos em nossa sociedade, pois Jesus chama de bem-aventuradas as pessoas que o mundo rejeita.
Nesse sentido, o encontro foi finalizado com a ressignificação  poética “do Sermão do Monte” (óbvio de autoria da Joara Reis). Segue:
1.       Bem-aventurados os moradores em situação de rua...Que sofrem, não só com a pobreza, mas com nosso preconceito... porque serão chamados a abraçar seus direitos e a lutar pelo lugar que  lhes são negados...
 2.  Bem-aventurados os encarcerados, prisioneiros de um sistema cruel e desumano... porque veremos neles, a concretude de uma Justiça Igual e igualitária, de um sistema prisional Humano e digno.

3. Bem-aventuradas as mulheres... as negras, as lésbicas, as que sofrem violência domésticas e nos direitos de decisão de seus corpos... porque nelas, veremos as atitudes e lutas se reerguerem e formarem pilares de uma Nova Constituição!

4 - Bem-aventurados os homossexuais, as trans... que sofrem violência e desprezo da Sociedade e dos Legisladores... porque neles, veremos a força  necessária para se construir um Novo Tempo, de tolerância e respeito!

5- Bem-aventurados os umbandistas, os candomblecistas e todos e todas que professam outra crença... porque neles, veremos a paz do sonhado Reino!
6- Bem-aventurados os jovens, negros, negras... porque com eles, construiremos a base de uma Sociedade Humana, Justa e Fraterna.

7- Bem-aventuradas são as crianças e adolescentes... Vítimas de abandonos, de pedofilia... Esquecidas em tudo... desde os seus direitos e garantias essenciais de vida e de Educação.. porque nelas, veremos a Reencarnação do que é Belo, Bom e Divino... Cerceado de Políticas Públicas e de Proteção e não de encarceramento.

8- Bem-aventuradas são as pessoas idosas, no corpo carregam marcas da História Vivida e da saúde fragilizada... Vítimas de maltratados e desamor... Pois neles veremos a face sempre Terna de Deus, o Deus da Plenitude e da Vida em Abundância;

9- Bem-aventurados os povo indígenas... Tirados de suas Terras.. Dizimados... desrespeitados em sua cultura... Porque deles e com eles, veremos a Terra sem males... onde reine a Justiça de todos os Tupãs!

10-  Bem-aventurados são os grupos que resistem, que sonham e que lutam por um mundo melhor... livre do machismo, da Homofobia, da Xenofobia, da Intolerância Religiosa e de qualquer tipo de violência, seja ela, física, racial, politica ou ideológica... Por que com eles, veremos o Mundo de Deus, neste chão e neste agora.

Assim seja! Amém!
O grupo se alegrou com a presença  do Padre Cristiano e do Diácono Rafael, ambos da Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia.

Grupo de Vivência Ecumênica – 28/10/2015. 


quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Estudando o Evangelho de João

Encontro mensal do Grupo de Vivência Ecumênica de Goiânia Setembro de 2015.

O Grupo de Vivência Ecumênica de Goiânia se reuniu no dia 28/09/2015, no Centro Cultural Caravídeo, Setor Sul, ocasião em que refletiu sobre o Evangelho de João, com o auxílio do Carlos César. Este motivou o grupo a caminhar pela Bíblia, observando que a preocupação do Evangelho de João não é a mesma dos sinóticos. Além disso, trabalhou com “as nuances” em que João se difere dos outros evangelhos. Os sinóticos tiram fotografia para mostrarem quem é Jesus. O Evangelho de João tira “Raio X”. 
Várias outras diferenças foram trabalhadas. Porém, no momento é interessante dizer que entre as reflexões partilhadas, destaca-se que a partir das bodas em Caná, o grupo percebeu que muitas vezes nos deparamos com várias situações que nos desafia a não reduzir Deus aos “modelos legais ou ritos de purificação” criados por determinado seguimento religioso. Ainda a partir da festa, refletiu-se sobre as imagens das tantas coisas que nos inebriam na vida e rompem com as nossas certezas, com o socialmente construído (o comum era servir primeiro o vinho bom; depois o menos bom...). Nas bodas em Caná acontece o contrário. Então, o Evangelho de João nos convida a fugirmos de regras, estatutos que aprisionam o sagrado em fontes de verdades que impedem a vivência do novo trazido por Jesus. 
Denominações cristãs presentes: Anglicana, Batista, Luterana (IECLB) e Católica Romana.
A Joara irá coordenar o próximo encontro, em outubro. 
Goiânia – 29/09/2015. 


sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Roda de Conversa: Intolerância Religiosa


Por meio da história Romeu e Julieta, de autoria da Ruth Rocha (história que fala sobre borboletas que viviam separadas pela cor; não se misturavam) e, à luz do texto bíblico que narra o encontro da mulher siro-fenícia com Jesus (Mc 7, 24-30), o Grupo de Vivência Ecumênica de Goiânia coordenou uma segunda roda de conversa no dia 10/09/2015. Dessa vez, sobre Intolerância Religiosa. 
Algumas questões refletidas no encontro, com a colaboração da Pastora Patrícia Bauer, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB): 
Na história do Brasil quais foram e são os costumes instituídos que nos deixaram e deixam “separadas/os pela cor”? De que forma o texto bíblico (Mc 7) contribui para julgarmos e transformarmos essa realidade? 
Após um significativo diálogo, algumas pessoas do grupo fizeram a seguinte partilha: 
“Esse tipo de conversa é uma coisa boa porque dá oportunidade para trocarmos ideias; conhecermos novas coisas”. 
“É um convite para aceitarmos o diferente”.
“É uma força maior para eu aceitar as pessoas e conhecê-las, antes de julgar. Não ser taxativa”.
“É gratificante... Só quando nos juntarmos construiremos um mundo melhor”. 
A roda de conversa contou com a participação de 14 pessoas. Local: Comunidade São Gabriel, setor Recanto do Bosque, em Goiânia. 

terça-feira, 28 de julho de 2015

Grupo de Vivência se encontrou em Julho


Novamente o Grupo de Vivência Ecumênica de Goiânia se encontrou no dia 27/07/2015, para partilhar acontecimentos cotidianos e refletir sobre a Vida, em seu contexto atual (político, econômico e a questão da intolerância religiosa).

A reafirmação da noite foi: “É possível viver o ecumenismo nos pequenos gestos cotidianos. Ecumenismo de vivência, tolerância, solidariedade, respeito ao diferente e não um mero cumprimento de protocolos”.

Como quem se solidariza com a dor de quem perdeu uma pessoa querida, o grupo decidiu visitar a Iracides e Izabel no dia 03/08/2015. A mãe delas faleceu nesse mês de julho.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Roda de Conversa sobre a redução da maioridade penal



Como resultado da Semana de Oração pela Unidade Cristã, o Grupo de Vivência Ecumênica de Goiânia planejou duas rodas de conversa junto às comunidades com as quais celebrou. Uma sobre redução da maioridade penal, que aconteceu em 09/07/2015 e outra sobre intolerância religiosa, prevista para o mês de setembro. 
A provocação para o diálogo sobre a temática do dia foi: Onde estão fundamentados os nossos argumentos? O que estamos conversando pelo caminho, nas nossas relações de vizinhança, no trabalho e na vida em comunidade? 
Algumas partilhas: 
“Eu sou a favor da diminuição da idade penal para 16 anos, mas quando eu penso pelo meu lado de mãe, fico preocupada e em dúvida porque não são todos os jovens que têm maturidade para decidir as coisas, pensar nas consequências do que faz”.
“Eu vejo as barbaridades na televisão, sobre os crimes praticados pelos jovens. Mas, mesmo assim eu me coloco no lugar das mães deles. É um assunto que tem que ser muito discutido para “rodar a chave”, pois se diminuir a idade é um passo para liberar muitos direitos que colocam a vida dos jovens em risco (comprar bebida, por exemplo)”. 
“O Congresso Nacional está com um discurso de fazer Justiça. Que Justiça é essa? Um jovem na cadeia significa criar mais um marginal. Leis boas nós já temos. Elas têm é que ser cumpridas, seja o Estatuto da Criança e do Adolescente, seja outra lei qualquer”. 
“Sei não... Todos os dias a violência bate na nossa porta. É assalto com arma na cabeça, é roubo, é grupo organizado... Tudo formado por jovens. Eu penso que eles têm que ser punidos, para amadurecerem e pensarem sobre o erro quecometeu. Por isso, sou a favor. Mas, por outro lado, sei que essa não é a solução”. 
Questões assim e outras perpassaram o debate e, mediante a colaboração da Reverenda Tatiana Ribeiro (Igreja Episcopal Anglicana do Brasil), da Pastora Patrícia Bauer (Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil) e do Pe. Célio Amaro (Igreja Católica Apostólica Romana), as ideias foram construídas e costuradas com elementos da Vida do povo em diálogo com as implicações que aproposta da PEC 171/1993 (Redução da Maioridade Penal), trará para a sociedade, caso for aprovada.
Ao final da discussão, a equipe deixou claro que é contra a redução da maioridade penal, por acreditar que a violência não se resolve com prisões, mas com outras iniciativas de reeducação da juventude, que preservem a sua vida e integridade. 
O evento contou com a participação de 21 pessoas (15 mulheres e 6 homens) e aconteceu com o grupo de vizinhos acompanhado pelas  Irmãzinhas de Jesus, no Setor Estrela Dalva, região Noroeste de Goiânia. 
Múria, Goiânia, 09 de julho de 2015.