quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Último encontro do Grupo de Vivência em 2017.

“Uma flor rasgou a rua, desafiando a inércia cinza do ódio...” Com essas palavras, o jovem João Damásio (Espírita) conduziu o Grupo de Vivência Ecumênica de Goiânia a construir as memórias  que nos mantêm vivas e vivos na caminhada pessoal e coletiva.
 Para desafiar a inércia cinza do ódio é preciso fazer a hora; caminhar, cantar, dar os braços e seguir a canção. Assim, outro instrumento que contribuiu com a construção das memórias foi a música “Pra não dizer que não falei das flores”, de Geraldo Vandré. À medida que se escutava a música, escrevia-se palavras que ela fazia ecoar em nós (escuta da música e memórias da Vida).
E para falar de flores, é preciso deixar-se conduzir pelo Espírito e não por legalismos e moralismos que matam os corpos. Nesse sentido, a Pastora Patrícia, da Igreja de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), provocou o grupo a refletir sobre os frutos do Espírito, a partir do pequi. O que o pequi tem a ver com os frutos do Espírito?
O pequi nos ensina a perseverança, a resiliência, a resistência, a transparência e a sermos  pessoas portadoras de  sabores e cheiros, e não de ódio e violência. Ele se desenvolve livremente em solo seco e árido, com a colaboração de outros seres; não basta a si mesmo.
O pequi tem um gosto vivo, provoca dedicação e cuidado. Assim é o amor; exige delicadeza, amabilidade e paciência no preparo (conforme o jeito que pega, toca, ele amarga e já não fica tão saboroso). O pequizeiro é uma árvore de múltiplos valores: ecológico, cultural, gastronômico, medicinal, econômico e ritualístico. Essa diversidade só realça a sua simplicidade e autoridade. O pequi faz parte da identidade dos povos do Cerrado; identidade que congrega, convida para a festa, ao fortalecimento da cultura, à liberdade de servir por amor.
O pequi não é medido pela rapidez na produção e no lucro, mas pela constância e fidelidade em ser o que é, em se doar (até a amêndoa!), apesar do seu tronco e galhos tortuosos. Aliás, um pequizeiro pode demorar até 28 anos para começar a dar frutos. Percebe-se que o desmatamento desenfreado do Cerrado, entre outras coisas, prejudica por muito tempo a produção de novos frutos e impacta gerações.
A flor do pequi é frágil; a qualquer vento ela  se desgruda do caule, como um ser chamado para a liberdade. Conforme a carta aos Gálatas “é a liberdade que recebemos de Deus que nos faz produzir frutos e não a lei” (Gl 5:22). A lei mata, o Espírito vivifica (2Cor 3:6). E, segundo as memórias que as comunidades fizeram de Jesus, ele nos chamou para a liberdade, para que nos deixemos guiar pelo Espírito. O Espírito sopra onde quer e não se deixa prender nos parâmetros que as sociedades constroem culturalmente como verdades. O Espírito é a flor do pequi – flor que se desprende do caule, que rasga a rua e desafia a inércia cinza do ódio.
Dessa vez, o Grupo de Vivência Ecumênica de Goiânia se encontrou no dia 27 de novembro de 2017. Contou com a participação de 9 pessoas, sendo 4 mulheres e 5 homens. Do total, 1 jovem.

Múria, sistematizando uma vivência ecumênica coletiva, Goiânia – 28/11/2017.


segunda-feira, 29 de maio de 2017






O grupo de Vivência Ecumênica de Goiânia, do qual o CEBI faz parte, continua nos processos de organização da Semana de Oração pela Unidade Cristã (SOUC), a qual acontecerá de 28 de maio a 04 de junho de 2017.
E ontem (28/05/2017) aconteceram duas celebrações de abertura. A primeira ocorreu na parte da manhã, na Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia, situada no município de Aparecida de Goiânia. A segunda celebração foi no período da noite, numa Igreja Católica Romana, mais especificamente na Paróquia do Divino Espírito Santo, Setor Jardim Novo Mundo, em Goiânia. A SOUC deste ano traz como tema “Reconciliação: é o amor de Cristo que nos move; fundamentado em 2 Coríntios 5:14-20, o tema também faz referência aos 500 anos da Reforma Protestante.
A Pastora Patrícia Bauer, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), alerta que “se é o amor de Cristo que nos move”, essa semana nos convida a refletir “que nenhuma convicção religiosa é maior do que o amor de Cristo que nos une”. Diz ainda: “É motivo de imensa alegria vivenciar aqui que não somos mais irmãs e irmãos separados, mas filhas e filhos de Deus”. O Monge Cristiano, da Sirian Ortodoxa, convida a comunidade a pensar que “a reconciliação nos leva a um mundo melhor, de respeito ao outro, independentemente da raça, cor, religião...”. Ao refletir sobre o tema, o Padre Tino (Igreja Católica Romana) diz que “Deus é muito maior do que as nossas verdades. Ele não fica preso ao modo que o entendemos, ao modo de oração de uma determinada confissão religiosa, pois o Espírito é livre, ele sopra onde quer”. Continua dizendo que “reconciliar não é fingir que os conflitos não aconteceram e acontecem, mas derrubar os muros que separam as igrejas/religiões e criar laços de amor”.
A abertura da SOUC contou com a participação de aproximadamente 600 pessoas. Denominações cristãs presentes: Batista, Luterana (IECLB), Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia (ISOA) e Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR).

Grupo de Vivência Ecumênica/CEBI, 29 de maio de 2017. 







terça-feira, 22 de novembro de 2016

Homenagem da Páscoa de Pe. Sérgio Bernardoni.


Celebrando a Caminhada Ecumênica de 2016.



O Grupo de Vivência Ecumênica de Goiânia encontrou - se no dia 21/11/2016,  para celebrar a caminhada percorrida em 2016 e reafirmar a necessidade de se criar espaços e situações para a comunhão de mesa, em tempos de reflexões sobre o cuidado com a Casa Comum  e, em contextos de intolerância religiosa.







terça-feira, 1 de novembro de 2016

A Contribuição da Reforma Protestante para a Educação


No dia 31 de outubro, data em que se celebrou os  499 anos da Reforma Protestante, o Grupo de Vivência Ecumênica de Goiânia se reuniu mais uma vez, conforme seu costume mensal.
Quem coordenou o encontro foi a Pastora Patrícia Bauer, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB). Ela inicia dizendo que comumente tem-se a ideia de que a Reforma Protestante atingiu apenas o âmbito eclesial, mas não! Ela alcançou outras esferas da sociedade, entre estas a educação escolar. Patrícia reforça que tendo em vista que na Idade Média a igreja era a única responsável pela organização e manutenção da educação escolar, a Reforma trouxe momentos determinantes para a educação, uma vez que o movimento reformista instigou a educação pública, universal e gratuita, para quem não pudesse custeá-la, pois sendo de responsabilidade apenas da igreja, beneficiava poucas pessoas e, diga-se de passagem, as mais providas de recursos. Nesse sentido, o educador espanhol Lorenzo Luzuriaga, afirma: “a educação pública, isto é, a educação criada, organizada e mantida pelas autoridades oficiais – municípios, províncias, estados – começou com o movimento da Reforma Protestante”.
Além de Luzuriaga, o pastor luterano Walter Altmann assinala que Lutero “rompeu com o ensino repressivo, introduzindo o lúdico na aprendizagem. Amarrou o estudo das disciplinas a um aprendizado prático. Também lutou por boas bibliotecas, dentro de sua ótica cristocêntrica” (livro Lutero e a Libertação).
Por sua vez, a Patrícia reflete ainda: “Lutero em uma das suas prédicas fez uma pronúncia enfática sobre a necessidade das autoridades civis investirem na educação que forme pessoas pensantes e criativas, para além da igreja”. E continua: “como o movimento da Reforma pode nos motivar a pensar ações contra a PEC-241? A fortalecer a luta da juventude por uma educação pública de qualidade? De que a forma a luta da juventude por educação dialoga com o movimento reformista?”
O grupo refletiu que os  projetos de lei da atualidade (PEC 241 e Escola Sem Partido) vão de encontro ao contexto educacional medieval questionado pelo movimento reformista. Então, é necessário movimentar-se nessa realidade e à luz da Reforma Protestante  apoiar as lutas que desafiam a sociedade a promover uma educação integral.
Múria
Grupo de Vivência Ecumênica de Goiânia – 01/11/2016

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Preparando a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos


No encontro do dia 26/04/2016, o Grupo de Vivência Ecumênica de Goiânia se ocupou em estudar o material proposto para a Semana de Oração pela Unidade Cristã (SOUC), 2016, desde a arte do cartaz até o tema que é “Chamados e chamadas a proclamar os altos feitos do Senhor”, em consonância com a passagem de 1 Pedro 2, 9 que diz: “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”.
Sobre a arte proposta para a Semana da Unidade, o grupo percebeu que a cruz nela contida começa  “com cada um no seu favo de mel”, porém torna-se uma só,  à medida que passa por grupos cristãos que representam  diferentes confissões, culturas e povos.
No que diz respeito ao tema, refletiu-se que a SOUC deste ano,  quer chamar a atenção para a situação dos migrantes no mundo todo e o Brasil não está fora desta realidade. Nesse contexto, observou-se que os feitos do Senhor são altos e não opulentos. Logo, eles elevam em dignidade e convidam à superação de qualquer prática de intolerância e preconceito. Refletiu-se  também como sendo altos feitos do Senhor as pequenas iniciativas de igrejas cristãs que assumem a sua responsabilidade social junto aos refugiados, dando testemunho do diálogo, respeito e da acolhida.
O material da SOUC 2016 foi organizado pela Letônia em uma Comissão composta, majoritariamente, por católicos, luteranos, ortodoxos e batistas. Foi adaptado para o Brasil pelo Movimento Ecumênico de Curitiba.
Promovida mundialmente pelo Conselho Pontífice para Unidade dos Cristãos (CPUC) e pelo Conselho Mundial de Igrejas (CMI), a Semana de Oração pela Unidade Cristã acontece em períodos diferentes nos dois hemisférios. No hemisfério norte, ocorre tradicionalmente de 18 a 25 de janeiro.
Contudo, no hemisfério Sul, as Igrejas geralmente celebram a Semana de Oração no período de Pentecostes (como foi sugerido pelo movimento Fé e Ordem, em 1926), que também é um momento simbólico para a unidade da Igreja. No Brasil, o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC) coordena as iniciativas para a celebração da Semana em diversos estados. Este ano ela será realizada entre os dias 8 e 15 de maio.
O encontro contou com a participação de 8 pessoas (6 mulheres e dois homens).
O Grupo de Vivência Ecumênica de Goiânia planejou momentos significativos para a Semana de Oração pela Unidade. Logo a programação será enviada.  Fiquem atentas e atentos.
Grupo de Vivência Ecumênica,  Goiânia, 27/04/2016.

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Campanha da Fraternidade Ecumênica


Quando as pessoas do Grupo de Vivência Ecumênica de Goiânia sentaram para planejar o primeiro semestre deste ano, uma das partilhas feitas pela Pastora Patrícia Bauer (IECLB) e pela Reverenda Tatiana Ribeiro (IEAB) foi que temos muitos motivos para viver o Ecumenismo no decorrer de 2016, entre estes a Campanha da Fraternidade Ecumênica.
A partir deste motivo tão significativo que exige reflexões e ações relacionadas aos cuidados para com a nossa Casa Comum, o Grupo decidiu celebrar com a Comunidade Sirian Ortodoxa São Sebastião, em Aparecida de Goiânia, no dia 28 de fevereiro de 2016.  O planejado aconteceu! E foi um dia  muito importante,  de fortalecimento da fé,  acolhida carinhosa, de muita música com o CD Campanha da Fraternidade, de símbolos cuidadosamente preparados pelas mulheres e pelas crianças; dia de reflexões sobre a realidade das cidades, no que diz respeito ao saneamento básico e qual é a nossa missão enquanto cristãs e cristãos, diante dessa realidade.
 Enfim, o dia começou com vivência da unidade em torno da mesa da palavra e foi encerrado em torno da mesa com os frutos da terra (milho assado, tapioca, pão de queijo e outras comidas deliciosas).
Nossos agradecimentos ao Pe. Cristiano, da Sirian Ortodoxa, por este momento  planejado com tanto zelo e carinho.

Grupo de Vivência Ecumênica, Goiânia – 28 de fevereiro de 2016. 

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Atividades do Grupo de Vivência Ecumênica de Goiânia no 1º Semestre de 2016.


Hoje, 25 de janeiro de 2016, o Grupo de Vivência Ecumênica de Goiânia novamente se encontrou para partilhar a Vida e planejar a caminhada de 2016. Após um momento devocional coordenado pela Pastora Patrícia Bauer (IECLB), refletiu-se sobre o ser e se fazer comunhão. A provocação foi: “O nosso jeito de caminhar enquanto grupo cria comunhão”?
Outra reflexão feita foi que temos muitos motivos para vivermos o ecumenismo durante o ano de 2016, entre estes, a Campanha da Fraternidade Ecumênica, a qual terá como tema “Casa Comum: Nossa Responsabilidade”.  A intenção da CF é promover reflexões e motivar ações para que sociedade e o poder público tenham atitudes responsáveis que garantam a integridade e o futuro da “Casa Comum”.
Nesse contexto, o grupo definiu as seguintes atividades, até o mês de julho de 2016:
28 de fevereiro/2016: Celebração sobre tema ligado à Campanha da Fraternidade Ecumênica. Local: Igreja Sirian Ortodoxa. Paróquia São Sebastião. Horário: 16 horas. Responsável: Padre Cristiano e o grupo.
04/03/2016: Celebração em ocasião do Dia Mundial de Oração. Local: Centro Cultural Caravideo, rua 83, Setor Sul, Goiânia. Horário: 19 horas  às 21 horas. Responsável: (?)
28/03/2016: Reflexões sobre Violência contra a Mulher. Local: Centro Cultural Caravideo, rua 83, Setor Sul, Goiânia. Horário: 19  às 21 horas. Responsável: Reverenda Tatiana Ribeiro (IEAB).
25/04/2016: Estudo do tema da Semana de Oração pela Unidade Cristã. Local: Centro Cultural Caravideo, rua 83, Setor Sul, Goiânia. Horário: 19 horas às 21 horas. Responsável: Carlos César.
Maio: Semana de Oração pela Unidade Cristã. Responsável: Todo o grupo.
27/06/2016: Reflexão sobre Intolerância Religiosa. Responsável: Pastora Patrícia Bauer.
25/07/2016: Relações de poder e ética. Responsável: a definir.
Além disso, junto com a Rede Grita Cerrado, o Grupo de Vivência Ecumênica participará do  estudo do material da Campanha da Fraternidade Ecumênica, no dia 02 de fevereiro de 2016. Local: Centro Cultural Caravideo, rua 83, Setor Sul, Goiânia. Horário inicial: 9 horas. Facilitadoras do dia: Reverenda Tatiana Ribeiro e Pastora Patrícia Bauer.
Denominações presentes no encontro de hoje: Sirian Ortodoxa, Luterana (IECLB), Anglicana (IEAB), Batista, Unificação das Famílias para a Paz Mundial e Católica Apostólica Romana.

Goiânia, 25 de janeiro de 2016.


quinta-feira, 29 de outubro de 2015

O Poeta Jesus e as Bem Aventuranças

O Grupo de Vivência Ecumênica de Goiânia se reuniu no dia 26 de outubro de 2015. Dessa vez, o encontro foi coordenado pela Joara Reis. Ela provocou o Grupo a refletir sobre o texto das bem-aventuranças (Mt 5,1-12) na ótica da poesia. Tarefa não tão fácil para a Joara, pois enquanto grupo, a tendência foi refletir a partir “das chaves interpretativas” costumeiras, ou seja, não na dimensão poética.
Incialmente a Joara convidou o grupo a escutar a música Life Gods, cantada por Marisa Monte e Gilberto Gil, a qual retrata nomes de entidades divinas em vários idiomas e dialetos. Em seguida, o grupo foi motivado a recitar  conjuntamente um poema de Rubem Alves (Sonho-Mistério), que se encerra assim: “Deus, nome de nossos desejos... Tantos nomes quantas são nossas esperanças e desejos...”
Logo após,  veio a pergunta:  “Para nós o que é a bem-aventurança?” Ocasião, em que  a Joara destacou que nas bem-aventuranças “o Jesus poético vai na contramão daquilo que nos atormenta, que atormenta pessoas e grupos violados nos seus direitos e feridos na sua dignidade”.
Seguida a essa fala da Joara, a Iracides lembrou que certa vez leu um livro de John Stott (teólogo Anglicano).  Ele considera “a mensagem do Sermão do Monte como a Contracultura Cristã”. Para ele, as bem-aventuranças representam um sistema de valores cristãos, um padrão ético, ou atitudes completamente diferentes daquilo que não comungam com o projeto de Jesus. Ainda para Stott, encontramos no texto “do Sermão do Monte as virtudes daquelas pessoas que herdarão o Reino de Deus”. E quais são essas virtudes? “A humildade, a prática da justiça e da misericórdia, a pureza, a pacificação, a prática do perdão, do amor ao próximo, da perfeição, da caridade e da oração”. Stott diz também que  os valores e padrões de Jesus estão em conflito direto com os valores e padrões comumente aceitos em nossa sociedade, pois Jesus chama de bem-aventuradas as pessoas que o mundo rejeita.
Nesse sentido, o encontro foi finalizado com a ressignificação  poética “do Sermão do Monte” (óbvio de autoria da Joara Reis). Segue:
1.       Bem-aventurados os moradores em situação de rua...Que sofrem, não só com a pobreza, mas com nosso preconceito... porque serão chamados a abraçar seus direitos e a lutar pelo lugar que  lhes são negados...
 2.  Bem-aventurados os encarcerados, prisioneiros de um sistema cruel e desumano... porque veremos neles, a concretude de uma Justiça Igual e igualitária, de um sistema prisional Humano e digno.

3. Bem-aventuradas as mulheres... as negras, as lésbicas, as que sofrem violência domésticas e nos direitos de decisão de seus corpos... porque nelas, veremos as atitudes e lutas se reerguerem e formarem pilares de uma Nova Constituição!

4 - Bem-aventurados os homossexuais, as trans... que sofrem violência e desprezo da Sociedade e dos Legisladores... porque neles, veremos a força  necessária para se construir um Novo Tempo, de tolerância e respeito!

5- Bem-aventurados os umbandistas, os candomblecistas e todos e todas que professam outra crença... porque neles, veremos a paz do sonhado Reino!
6- Bem-aventurados os jovens, negros, negras... porque com eles, construiremos a base de uma Sociedade Humana, Justa e Fraterna.

7- Bem-aventuradas são as crianças e adolescentes... Vítimas de abandonos, de pedofilia... Esquecidas em tudo... desde os seus direitos e garantias essenciais de vida e de Educação.. porque nelas, veremos a Reencarnação do que é Belo, Bom e Divino... Cerceado de Políticas Públicas e de Proteção e não de encarceramento.

8- Bem-aventuradas são as pessoas idosas, no corpo carregam marcas da História Vivida e da saúde fragilizada... Vítimas de maltratados e desamor... Pois neles veremos a face sempre Terna de Deus, o Deus da Plenitude e da Vida em Abundância;

9- Bem-aventurados os povo indígenas... Tirados de suas Terras.. Dizimados... desrespeitados em sua cultura... Porque deles e com eles, veremos a Terra sem males... onde reine a Justiça de todos os Tupãs!

10-  Bem-aventurados são os grupos que resistem, que sonham e que lutam por um mundo melhor... livre do machismo, da Homofobia, da Xenofobia, da Intolerância Religiosa e de qualquer tipo de violência, seja ela, física, racial, politica ou ideológica... Por que com eles, veremos o Mundo de Deus, neste chão e neste agora.

Assim seja! Amém!
O grupo se alegrou com a presença  do Padre Cristiano e do Diácono Rafael, ambos da Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia.

Grupo de Vivência Ecumênica – 28/10/2015. 


quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Estudando o Evangelho de João

Encontro mensal do Grupo de Vivência Ecumênica de Goiânia Setembro de 2015.

O Grupo de Vivência Ecumênica de Goiânia se reuniu no dia 28/09/2015, no Centro Cultural Caravídeo, Setor Sul, ocasião em que refletiu sobre o Evangelho de João, com o auxílio do Carlos César. Este motivou o grupo a caminhar pela Bíblia, observando que a preocupação do Evangelho de João não é a mesma dos sinóticos. Além disso, trabalhou com “as nuances” em que João se difere dos outros evangelhos. Os sinóticos tiram fotografia para mostrarem quem é Jesus. O Evangelho de João tira “Raio X”. 
Várias outras diferenças foram trabalhadas. Porém, no momento é interessante dizer que entre as reflexões partilhadas, destaca-se que a partir das bodas em Caná, o grupo percebeu que muitas vezes nos deparamos com várias situações que nos desafia a não reduzir Deus aos “modelos legais ou ritos de purificação” criados por determinado seguimento religioso. Ainda a partir da festa, refletiu-se sobre as imagens das tantas coisas que nos inebriam na vida e rompem com as nossas certezas, com o socialmente construído (o comum era servir primeiro o vinho bom; depois o menos bom...). Nas bodas em Caná acontece o contrário. Então, o Evangelho de João nos convida a fugirmos de regras, estatutos que aprisionam o sagrado em fontes de verdades que impedem a vivência do novo trazido por Jesus. 
Denominações cristãs presentes: Anglicana, Batista, Luterana (IECLB) e Católica Romana.
A Joara irá coordenar o próximo encontro, em outubro. 
Goiânia – 29/09/2015. 


sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Roda de Conversa: Intolerância Religiosa


Por meio da história Romeu e Julieta, de autoria da Ruth Rocha (história que fala sobre borboletas que viviam separadas pela cor; não se misturavam) e, à luz do texto bíblico que narra o encontro da mulher siro-fenícia com Jesus (Mc 7, 24-30), o Grupo de Vivência Ecumênica de Goiânia coordenou uma segunda roda de conversa no dia 10/09/2015. Dessa vez, sobre Intolerância Religiosa. 
Algumas questões refletidas no encontro, com a colaboração da Pastora Patrícia Bauer, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB): 
Na história do Brasil quais foram e são os costumes instituídos que nos deixaram e deixam “separadas/os pela cor”? De que forma o texto bíblico (Mc 7) contribui para julgarmos e transformarmos essa realidade? 
Após um significativo diálogo, algumas pessoas do grupo fizeram a seguinte partilha: 
“Esse tipo de conversa é uma coisa boa porque dá oportunidade para trocarmos ideias; conhecermos novas coisas”. 
“É um convite para aceitarmos o diferente”.
“É uma força maior para eu aceitar as pessoas e conhecê-las, antes de julgar. Não ser taxativa”.
“É gratificante... Só quando nos juntarmos construiremos um mundo melhor”. 
A roda de conversa contou com a participação de 14 pessoas. Local: Comunidade São Gabriel, setor Recanto do Bosque, em Goiânia. 

terça-feira, 28 de julho de 2015

Grupo de Vivência se encontrou em Julho


Novamente o Grupo de Vivência Ecumênica de Goiânia se encontrou no dia 27/07/2015, para partilhar acontecimentos cotidianos e refletir sobre a Vida, em seu contexto atual (político, econômico e a questão da intolerância religiosa).

A reafirmação da noite foi: “É possível viver o ecumenismo nos pequenos gestos cotidianos. Ecumenismo de vivência, tolerância, solidariedade, respeito ao diferente e não um mero cumprimento de protocolos”.

Como quem se solidariza com a dor de quem perdeu uma pessoa querida, o grupo decidiu visitar a Iracides e Izabel no dia 03/08/2015. A mãe delas faleceu nesse mês de julho.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Roda de Conversa sobre a redução da maioridade penal



Como resultado da Semana de Oração pela Unidade Cristã, o Grupo de Vivência Ecumênica de Goiânia planejou duas rodas de conversa junto às comunidades com as quais celebrou. Uma sobre redução da maioridade penal, que aconteceu em 09/07/2015 e outra sobre intolerância religiosa, prevista para o mês de setembro. 
A provocação para o diálogo sobre a temática do dia foi: Onde estão fundamentados os nossos argumentos? O que estamos conversando pelo caminho, nas nossas relações de vizinhança, no trabalho e na vida em comunidade? 
Algumas partilhas: 
“Eu sou a favor da diminuição da idade penal para 16 anos, mas quando eu penso pelo meu lado de mãe, fico preocupada e em dúvida porque não são todos os jovens que têm maturidade para decidir as coisas, pensar nas consequências do que faz”.
“Eu vejo as barbaridades na televisão, sobre os crimes praticados pelos jovens. Mas, mesmo assim eu me coloco no lugar das mães deles. É um assunto que tem que ser muito discutido para “rodar a chave”, pois se diminuir a idade é um passo para liberar muitos direitos que colocam a vida dos jovens em risco (comprar bebida, por exemplo)”. 
“O Congresso Nacional está com um discurso de fazer Justiça. Que Justiça é essa? Um jovem na cadeia significa criar mais um marginal. Leis boas nós já temos. Elas têm é que ser cumpridas, seja o Estatuto da Criança e do Adolescente, seja outra lei qualquer”. 
“Sei não... Todos os dias a violência bate na nossa porta. É assalto com arma na cabeça, é roubo, é grupo organizado... Tudo formado por jovens. Eu penso que eles têm que ser punidos, para amadurecerem e pensarem sobre o erro quecometeu. Por isso, sou a favor. Mas, por outro lado, sei que essa não é a solução”. 
Questões assim e outras perpassaram o debate e, mediante a colaboração da Reverenda Tatiana Ribeiro (Igreja Episcopal Anglicana do Brasil), da Pastora Patrícia Bauer (Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil) e do Pe. Célio Amaro (Igreja Católica Apostólica Romana), as ideias foram construídas e costuradas com elementos da Vida do povo em diálogo com as implicações que aproposta da PEC 171/1993 (Redução da Maioridade Penal), trará para a sociedade, caso for aprovada.
Ao final da discussão, a equipe deixou claro que é contra a redução da maioridade penal, por acreditar que a violência não se resolve com prisões, mas com outras iniciativas de reeducação da juventude, que preservem a sua vida e integridade. 
O evento contou com a participação de 21 pessoas (15 mulheres e 6 homens) e aconteceu com o grupo de vizinhos acompanhado pelas  Irmãzinhas de Jesus, no Setor Estrela Dalva, região Noroeste de Goiânia. 
Múria, Goiânia, 09 de julho de 2015. 


terça-feira, 26 de maio de 2015

Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2015.


Que não façamos uso de armas nos nossos encontros cotidianos, mas que o nosso poço seja fundamentado nas relações do diálogo, do respeito e do amor.  
Caminhamos por vários lugares: casas, igrejas e galpões, situados na periferia e no  centro da cidade de Goiânia. Quem caminhou? Pessoas de diferentes denominações cristãs: Batista, Presbiteriana Renovada, Anglicana, Luterana e Católica Romana. Quando? De 17 a 24 de maio de 2015.
Nessa caminhada, com o auxílio da Reverenda Tatiana (Anglicana), descobrimos que temos sedes comuns, sociais e religiosas, e que muitas vezes vamos ao mesmo poço para aliviá-las. Por sua vez, o Padre Célio Amaro convidou o grupo a refletir que a Samaria é mais do que um lugar geográfico e que o testemunho da unidade é habitado pelo abrir-se à cultura do outro, pelo deixar-se conhecer, pelo respeito ao diferente. O Pastor Carlos (Presbiteriana Renovada) chamou a atenção, no sentido de que podemos ser um rio ou uma represa. Mas, Cristo pede que sejamos como um rio que jorra, flui, sara, cura as pessoas e a sociedade por onde ele passa.
Ouvimos como os nossos próprios ouvidos, testemunhos que a Semana de Oração pela Unidade Cristã é um período que nos convida a distribuirmos a nossa água sem medo dela se esgotar, porque quanto mais a espalhamos, mais ficamos perto da nossa fonte, que é Jesus. E Cristo olhou o valor da vida humana e não de qual religião a pessoa era. É também um chamado a nos reconhecermos pessoas incompletas, que estamos juntas na busca do que é Água Viva para todos e todas, do que verdadeiramente nos faz encontrar a Vida. Além disso, é tempo para a gente refletir e se unir para o bem comum e para construir um mundo mais tranquilo e mais feliz, independentemente do credo, cor, raça, orientação sexual e etnia.
Foi uma Semana intensa. Repleta de sentido e de significado, de muita vivência comunitária e partilha. Ou como disse a Pastora Patrícia Bauer, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB): “A Semana de Oração pela Unidade Cristã de fato faz diferença. Alcança em sua simplicidade, pessoas que se achegam na caminhada por uma fé que respeite e conheça outras formas de celebração. É importante tratarmos as pessoas como gostaríamos que nos tratassem. Oferecer do respeito que esperamos. E assim, vamos experimentando unidade na diversidade”. Assim seja!

Múria, 24 de maio de 2015. 



quinta-feira, 21 de maio de 2015


A Semana de Oração pela Unidade Cristã segue seu curso como um rio caudaloso à procura do encontro de outras águas e assim, parafraseando o poeta Fernando Pessoa, “passa por outras margens, diversas mais além, naquelas várias viagens que todo o rio. Hoje, 20/05/2015, o dia de oração foi com as irmãs e os irmãos da Igreja Sal da Terra (Presbiteriana Renovada). É bastante significativo escutar as vozes, os ecos proferidos pelas próprias pessoas que vivenciaram e vivenciam o momento. Segue: “É um período de distribuir a nossa água sem medo dela se esgotar, sem medo dela se acabar, porque quanto mais distribuímos mais ficamos perto da fonte, que é Jesus. E Cristo olhou o valor da vida humana e não de qual religião a pessoa era”. “Podemos ser um rio ou uma represa. Cristo pede que sejamos como um rio que flui, que sara, cura as pessoas e a sociedade por onde ele passa”. “Essa semana é um chamado a nos reconhecermos pessoas  incompletas que estamos juntas na busca do que é água viva para nós, do que verdadeiramente nos faz encontrar a Vida”. “É um tempo para a gente refletir e se unir para o bem comum e para construir um mundo mais tranquilo e mais feliz, independentemente do credo, cor, raça, orientação sexual e etnia”. “Esse dia nos faz refletir: Do que sentimos necessidade”? Nos faz refletir também sobre o verdadeiro testemunho, pois a mulher convocou, conduziu toda a comunidade a beber da água que ela bebeu; não ficou com a alegria do encontro somente pra ela”.






















segunda-feira, 11 de maio de 2015

Programação Semana de Oração pela Unidade Cristã




Programação Semana de Oração pela Unidade Cristã – 17 a 24 de maio de 2015 – Dá-nos um pouco da tua água! (Jo 4,7).
17/05/2015: Local: Paróquia São Felipe – Igreja Episcopal Anglicana do Brasil – Horário: 10h30.  Endereço:  Rua Afonso Pena, Esquina Carlos Gomes, Quadra 11, lote 22, Parque Anhanguera I – Goiânia.
18/05/2015: Local: Casa das Irmãzinhas de Jesus. Horário: 19 horas. Endereço: Rua 2, Quadra 2, Lote 16, Setor Estrela Dalva – Goiânia. Fone: 3581-3711 ou 99399930 (Vivo).  
20/05/2015: Local: Igreja Sal da Terra (Presbiteriana Renovada). Horário: 19 horas. Endereço: Avenida dos Bosques, S/N. Setor Bairro Floresta – Goiânia
21/05/2015: Local: Comunidade São Gabriel. Horário: 19h30. Endereço: Rua RB 13, C/Rua 8. S/N. Setor: Recanto do Bosque – Goiânia.
23/05/2015: Local: Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia – Paróquia São Jorge. Horário: 17 horas. Endereço: Rua Mônaco – Qd 83, - LT 12 – Residencial Village Garavelo II, Aparecida de Goiânia.
24/05/2015: Local: Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB). Horário: 9h30. Endereço: Avenida Alameda Botafogo , 222 – Setor Central – Goiânia. 


terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Grupo de Vivência Ecumênica de Goiânia primeiro encontro de 2015.

O que nos encoraja a vivermos as quaresmas? As nossas quaresmas? Provocação feita pela Pastora Patrícia Bauer, em ocasião do encontro do Grupo de Vivência Ecumênica de Goiânia, no dia 23 de fevereiro de 2015.
A partir daí, o grupo refletiu sobre tradições que são repetidas no decorrer da história e se tornam costumes que determinam comportamentos sociais e religiosos que muitas vezes nos afastam das pessoas e do sentido originário daquela tradição; partilhou sobre memórias pascais da infância: preparativos familiares, atitudes, jejum, penitência, orações, espera ansiosa pelo “sábado da aleluia”, dia da alegria em que até os pássaros voltavam a cantar.
O grupo conversou também sobre o jejum, a partir de ponderações feitas pelo Pastor Carlos Dreher e, à luz da profecia de Isaías, capítulo 58: “o jejum que escolhi foi romper as amarras da injustiça, desfazer as correntes da canga, pôr em liberdade os oprimidos...”
 Surgiu também a pergunta: “o que fortalecia Jesus nos momentos de deserto?” Por certo, a certeza de que ele não estava só; a sensação de ser uma pessoa querida e amada pelo Deus   ternura, compaixão e misericórdia, o qual era revelado na forma que Jesus escutava e acolhia as pessoas, principalmente as consideradas impuras pelas leis oficiais da época.
Após essas reflexões, pensou-se uma agenda de atividades até junho/2015, a partir de avaliação e planejamento feitos no final de 2014. Segue a proposta conjunta:
Março: Memória bíblica da páscoa (e ceia judaica)
Abril: Realidade das nossas águas
Maio: Semana de Oração pela Unidade Cristã, que terá como tema: “Dá-me um pouco da tua água!”, a partir de Jo, 4.
Junho: Ir ao encontro e celebrar com uma comunidade que não conhece o Grupo de Vivência Ecumênica.
Em seguida, o Carlos coordenou um momento de oração: “Deus da misericórdia, aumenta em nós a esperança de que a vida teima em brotar, apesar das propagações midiáticas da legalização e dos projetos de morte. Nós te damos graças, ó Deus, pelo encontro e pela vida do Pe. Sérgio, da Pastora Patrícia e da Reverenda Tatiana. Agradecemos também, as lutas  populares por vida digna, direitos,  terra, trabalho e moradia, entre estas, a resistência das famílias do Acampamento Dom Tomás Balduíno, em Corumbá de Goiás. Amém!” E aqui, uma continuidade: “que aquele povo acampado, ao passar pelo deserto, conquiste a terra que Tu mesmo prometeste aos nossos pais e mães. Amém!”.
O encontro foi finalizado com um delicioso bolo gelado que a Ana Maria trouxe, para as comemorações da vida da aniversariante do mês de fevereiro (Pastora Patrícia) e do dia 01 de março (Reverenda Tatiana).
Registra-se a alegria do grupo pela presença do Aluísio, da comunidade Metodista. Bem-vindo!
Éramos 8 pessoas: 5 mulheres e 3 homens. Denominações cristãs presentes: Anglicana, Luterana, Metodista e Católica Romana. Izabel e Iracides (da comunidade Batista) justificaram ausência.

Múria, Goiânia, 24 de fevereiro de 2015. 




terça-feira, 25 de novembro de 2014

Ação de Graças pelo ano de 2014


“Dádivas que a gente traz, no altar da paz do nosso Deus” (Zé Vicente)

Novamente o Grupo de Vivência Ecumênica de Goiânia se reuniu. Dessa vez, para fazer memória da caminhada percorrida durante o ano de 2014 e celebrar em ação de graças as maravilhas que o Deus ternura, Deus pai e mãe realizou e realiza em nossa história.
Entre as memórias, o encantamento pela forma carinhosa que o grupo foi recebido pelo Pastor Davi e a Sandra, esposa dele, em ocasião da Semana de Oração pela Unidade Cristã, no mês de junho. Ele e ela congregam na Igreja Sal da Terra.
Dentre os agradecimentos o sentimento de cuidado que o grupo demonstrou para com as pessoas que tiveram problemas de saúde no decorrer do ano de 2014, seja por meio das orações, seja pela companhia ou palavra amiga nas horas de necessidade.
À luz do texto bíblico da comunidade de Lucas (17, 11-19), refletimos que ainda hoje existem vários gritos por misericórdia. E que a exemplo de Jesus devemos ver essas pessoas, que na condição de excluídas pedem dignidade, independentemente da sua tradição religiosa.
Jesus era Judeu e no caminho escutou o grito dos leprosos, pessoas consideradas impuras pelas leis religiosas do mundo judaico. Entre os leprosos, tinha um Samaritano (“de fato Judeus e Samaritanos não se davam bem”) e, foi o Samaritano que ao se perceber curado no caminho, voltou para agradecer Jesus. Não era um agradecimento formal, “simplesmente para cumprir tabela”, pois ele voltou louvando a Deus, dando graças. Era um sentimento de gratidão verdadeiro pela forma que foi acolhido por Jesus e consequentemente incluído na sociedade em que vivia.
Essa narrativa bíblica também nos fez perceber enquanto pessoas do Grupo de Vivência Ecumênica. Muitas vezes, a gente se pergunta pela “utilidade” desse grupo. E, ao fazermos isso parecemos os 9 (nove) leprosos que não voltaram para agradecer as transformações, as curas, as libertações ocorridas no decorrer do caminho, nos processos da nossa caminhada.
Encerramos o encontro com um pedido especial para o Padre Sérgio que será submetido a uma cirurgia de angioplastia.
Éramos 9 pessoas (6 mulheres e 3 homens). Denominações religiosas presentes: Batista, Luterana (IECLB), Unificação das Famílias para a Paz Mundial e Católica Apostólica Romana.

Múria, Goiânia, 24 de novembro de 2014.



quarta-feira, 29 de outubro de 2014

A presença das mulheres na Reforma


 “Derramarei meu Espírito sobre todos os viventes, e os filhos e filhas de vocês se tornarão profetas” (Jl 2, 28 ou 3, 1).
Que mulheres lutaram por justiça e equidade de gênero? Que outras histórias de mulheres podemos contar? O que nos ensinam as mulheres da Reforma Protestante? O que fizeram?
Questões que orientaram o Grupo de Vivência Ecumênica de Goiânia, o qual se reuniu no dia 27/10/2014 e refletiu sobre As Mulheres na Reforma Protestante, com a colaboração da Pastora Patrícia Bauer, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB). A Patrícia destaca que mulheres e homens exerceram papéis importantes no contexto da Reforma Protestante, porém é um movimento mais conhecido pelos homens que o liderou (Martinho Lutero, João Calvino, João Knox, Ulrico Zwinglio, Felipe Melanchton e outros). Fala-se pouco da participação das mulheres nesse acontecimento. Catarina Von Bora, Catarina Schutz Zell, Claudine Levet, Marie Dentèrem, Argula Von Stauff e Rachel Specht são nomes esquecidos ou desconhecidos para a maioria. Aliás, tal como as mulheres na bíblia, as mulheres reformistas sempre estiveram em segundo plano. Importante dizer que apesar de algumas mulheres reformistas terem sido esposas dos reformadores, elas foram muito além da função de ser esposa e mãe, ideal feminino da época. Eram mulheres de conhecimento bíblico profundo, teólogas, administradoras, conhecedoras dos segredos da medicina caseira, poetisas, questionadoras, pregadoras, escritoras e tiveram que se defender dos próprios reformadores homens, uma vez que lutavam pela igualdade entre homens e mulheres. Entre as várias ações partilhadas sobre o que essas mulheres fizeram, destacamos duas: Catarina Schutz Zell, de Estrasburgo, era uma mulher culta, leitora de Lutero; casou-se com um sacerdote vítima da excomunhão. Para defender o esposo, escreveu ao bispo cartas de protesto em defesa do casamento clerical, nas quais se expressava mais ou menos assim: “Você me diz que o apóstolo Paulo falou que as mulheres devem ficar  caladas na Igreja. Eu também quero lembrar-lhe as palavras do mesmo apóstolo, de que em Cristo não há mais macho nem fêmea”. Lembro-lhe também a profecia de Joel: “Derramarei meu Espírito sobre todos os viventes, e os filhos e filhas de vocês se tornarão profetas”. E concluiu: “Não pretendo ser João Batista repreendendo os fariseus. Não alego ser Natan censurando Davi. Só aspiro ser a besta de Balaão castigando o seu senhor”. Raquel Specht, inglesa, calvinista, recorreu à parábola dos talentos para defender o direito das mulheres, no ano de 1621. Ela argumentava: “Se Deus concedeu corpo, alma e espírito às mulheres, por que Ele daria todos esses talentos senão para serem usados?”. E concluiu: “Não usá-los seria uma irresponsabilidade”. Para finalizar, a Patrícia lembrou-nos que apesar de toda a caminhada e participação das mulheres nesse movimento, as igrejas da reforma demoraram algum tempo para ordenar as mulheres e, ainda hoje, essa não é prática de todas as denominações protestantes.
Éramos sete (7) pessoas no encontro - seis mulheres e um homem. Denominações religiosas presentes: Comunidade Batista, Luterana e Católica Romana.

Múria, 28 de outubro de 2014.



terça-feira, 26 de agosto de 2014

Relatório do Grupo de Vivência Ecumênica de Goiânia - 25 de agosto de 2014


Local: Centro Cultural Caravídeo
Facilitadora: Maria Giacomel
Total de participantes: 8 pessoas (6 mulheres e 2 homens).
Confissões religiosas presentes: Batista, Unificação das Famílias para a Paz Mundial e Católica Apostólica Romana.
Tema refletido pelo grupo: A missão de Jesus.
Carlos começa fazendo memória do encontro anterior (Avaliação da Semana de Oração pela Unidade Cristã). Ocasião em que nos lembramos da nossa celebração com a comunidade Sal da Terra, local em que vivenciamos um ecumenismo na prática, por meio das ações em defesa da vida (trabalho com a juventude, com os presidiários e etc).
No que diz respeito ao tema (A Missão de Jesus), a Maria Giacomel começa dizendo que não é possível falar sobre a missão de Jesus, sem falar da nossa missão, da missão das comunidades. E pergunta: O que é missão no mundo de hoje?
Reação do grupo: Missão é relacionar-se com outras pessoas. A partir daí vem a tolerância, a aceitação, a relação íntima com Deus, a oração.
Nós que precisamos da missão, porque ela dá sentido à nossa vida. A missão é amor. Ela começa no dia a dia.
Missão é um tema amplo. Tem a ver com determinados talentos, dons que as pessoas possuem e partilham umas com as outras (no trabalho, em casa, na rua).
A missão está nas relações diárias, cotidianas. Missão é testemunhar que a vida simples é bela, é cheia de sentido e significado.
Em seguida, a Maria conduziu o grupo a refletir sobre a missão de Jesus, por meio do texto bíblico de Lucas 4, 18-19 (O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me ungiu para anunciar a Boa Nova aos pobres...”).
Reflexões do grupo:
Jesus é movido pelo Espírito. E, ele não é neutro. Não tem uma missão abstrata, nas nuvens. Trata-se de estar com gente de carne e osso: pobres, cegos, presos, oprimidos. A missão de Jesus se dá pelo contato direto com as pessoas mais necessitadas, com as pessoas que necessitam de alívio e libertação. Aqui, o grupo pondera que a missão de Jesus nos  faz pensar sobre as realidades de exclusão na nossa sociedade atual, as realidades que excluem e marginalizam: exclusão das mulheres nas instâncias de poder das igrejas, exclusão dos homossexuais, das pessoas negras... E mais: reflete que palácio e poderosos não combinam com o projeto de Jesus porque neles as relações baseiam-se em dominação e centralização. O chamado de Jesus é para todas as pessoas. Entretanto, ele exige compromisso e mudança nas relações de poder (história de Zaqueu).
Lemos um texto do teólogo católico José Antônio Pagola (retirado do livro Jesus, Aproximação Histórica), para aprofundarmos um pouco mais os nossos olhares sobre a Missão de Jesus. Entre as partilhas do texto, destaca-se: “O reino de Deus só pode ser anunciado a partir do contato direto e estreito com as pessoas mais necessitadas de alívio e libertação”.
Depois, a partir da narrativa bíblica da Comunidade de Marcos (1, 16-45), refletimos sobre o que faz parte da missão. Aqui, frisa-se: “Faz parte da missão, não se fechar no resultado já alcançado”. Vão a outros lugares! “Faz parte da missão, acolher as pessoas marginalizadas e reintegrá-las na convivência humana”. “Faz parte da missão, congregar pessoas junto a Jesus (e não nesta ou naquela igreja) e criar comunidades”.
Finalizamos  a noite com a  leitura do texto Missão é um Caso de Amor:
“O amor faz da vida uma missão. Não existe amor fechado, trancado; seria uma contradição. Faz parte da natureza do amor sair de si. Relacionar-se, transformar a vida em missão. A missão brota do amor e, como o amor, a missão é também uma necessidade existencial, não é luxo; faz parte do sentido da vida. Não se vive sem missão. Quanto mais autêntica e corajosa é a missão que abraçamos, mais pessoa nos tornamos”.
Oração final.
Múria,  25 de agosto de 2014.